Artigo de Marlene Fengler, Secretária-geral da Alesc Existem mulheres que vivem em estado permanente de alerta, que dormem pouco, se preocupam o tempo todo, administram contas, consultas, medicações, crises emocionais, escola, trabalho, alimentação, burocracias e ainda tentam encontrar forças para continuar sorrindo diante dos filhos. E, muitas vezes, fazem tudo isso praticamente sozinhas. Os números ajudam a dimensionar essa realidade. Dados do Censo 2022 mostram que 49,1% dos domicílios brasileiros já têm mulheres como responsáveis pelo lar. Estudos da FGV indicam que, no fim de 2024, o Brasil chegou a cerca de 41,3 milhões de mulheres chefes de família.