Artigo de Afrânio Boppré (PSOL), vereador em Florianópolis e pré-candidato a Senador

Os políticos, em geral, são vaidosos, esperam reconhecimento e aplausos, são reativos a críticas, esse perfil é ruim e contraproducente à própria política e se aproxima muito do narcisista que se considera grandioso, rico em múltiplas habilidades e desvaloriza os outros. Tais características se parecem com o atual governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL). Digo isso não porque,recentemente, chutou potenciais aliados para fora de seu arco de alianças, se achando superior e eleito por antecipação, mas, principalmente, por sua postura arrogante na relação com o governo do presidente Lula.
Mais de uma dezena de ministros visitaram o nosso estado fazendo vistorias em obras, serviços e entregas de políticas públicas. Qual a postura do representante maior de nosso Estado? O senhor Governador não recebeu cordial e republicanamente nenhum deles. Ao contrário, sempre que pôde, hostilizou-os e os agrediu. É típico de quem é raivinha e faz a pequena política. Quem perde? A resposta é simples e rápida: Santa Catarina, nosso povo. A política exige inteligência emocional e habilidades. Jorginho tem demonstrado que essas atribuições lhe faltam. Joga para sua plateia e perde a função de governador.
Santa Catarina também perdeu com o governo que lhe antecedeu. Daquela vez, foi diferente. O governador Moisés foi eleito junto com o presidente da república do seu próprio partido. Inexplicavelmente, em poucos meses de governo houve rompimento. Moisés nunca foi recebido no palácio em Brasília. Nunca o presidente o visitou em missão institucional. As relações nunca foram republicanas. Bolsonaro visitou “n” vezes Santa Catarina, no entanto, para motociatas, pescarias etc. Quem perdeu? A resposta novamente é simples e rápida. Santa Catarina, nosso povo. Agora temos em 2026 a bola na marca do pênalti. É hora de recuperar o tempo perdido e quem vai chutar é o próprio povo. Não chutem para a arquibancada novamente. Pelo amor de Deus.





