
A tarde desta segunda-feira, 11 de maio, marcou um rito de passagem no Palácio do Planalto. Em cerimônia com a presença de familiares e profissionais de saúde, na qual foram tecidas críticas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que institui o 12 de março como o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. O ato oficializa o luto por 716 mil cidadãos e transforma em marco histórico a data que, em 2020, registrou a morte da técnica de enfermagem Rosana Aparecida Urbano, a primeira vítima oficial da doença no país.
O evento no Planalto serviu como um espaço de reconhecimento para associações de familiares que buscam preservar a memória de suas perdas. Durante a sanção, o foco das discussões foi a necessidade de manter a guarda alta contra a desinformação. A criação da data é apresentada como uma resposta institucional àqueles que enfrentaram a falta de vacinas e a propagação de tratamentos ineficazes.
A nova legislação também funciona como um balanço dos indicadores de saúde pública. Conforme detalhado pelo Ministério da Saúde na cerimônia, o país alcançou ao final de 2025 sua melhor cobertura vacinal em nove anos, com índices infantis superando os 90%.
Além da sanção da lei, o esforço de memória ganhou um ponto físico no Rio de Janeiro com o Memorial da Pandemia. Localizado no edifício do Centro Cultural do Ministério da Saúde, o espaço recebeu um investimento de 15 milhões de reais para sua recuperação e agora serve como um santuário para as histórias interrompidas pelo vírus.





