
Gilson Marques, do Novo, vota Carol de Toni e Amin ao Senado

Integrante da comitiva de lideranças catarinenses que acompanhavam o presidenciável Romeu Zema (Novo) no Conexa 2026, na segunda-feira, o deputado federal Gilson Marques (Novo) não escondeu que pretende ignorar os limites da coligação com o PL na hora de escolher seu dois votos para o Senado: a deputada federal Carol de Toni (PL) e o senador Esperidião Amin (PP), ignorando Carlos Bolsonaro (PL).
– Vou fazer toda a força do mundo para que a Carol de Toni seja eleita. Trabalhei com ela quase oito anos, tenho uma extensa lista de coisas positivas. Vou herdar, inclusive, muitos votos dela. A outra pessoa que eu acho sensacional, acompanho o trabalho, tem um conhecimento feroz, e dentre esses três nomes que a gente têm à disposição, com certeza o Amin.
O parlamentar lembrou que seu projeto inicial era disputar também a vaga de senador, mas que desistiu do projeto por temer que a fragmentação ainda maior de candidaturas à direita beneficiasse o ex-deputado federal Décio Lima (PT), também pré-candidato.
– A presença de um candidato do Rio de Janeiro acabou congestionando, no mínimo. Toda pesquisa que a gente fazia apontava que se eu insistisse nesse caminho, com quatro candidatos de direta, fazia com que além de eu não ser eleito, a gente elegeria o Décio Lima.
Na fala, Gilson Marques deixou claro que não aprova a mudança de domicílio eleitoral de Carlos Bolsonaro, ex-vereador no Rio de Janeiro, para Santa Catarina – consumada ano passado.
– Eu prefiro o Amin do que alguém que é vereador no Rio de Janeiro, que não conhece as realidades, que não sabe porque no Oeste se toma chimarrão e na Vale do Itajaí se toma chopp. Nessas circunstâncias, prefiro trabalhar e torcer para que Carol e Amin sejam nossos representantes no Senado.
Deixei pensar
Depois de concluir a entrevista, perguntei a Gilson Marques se ele tinha certeza.
Ele tinha.
Vou ali comprar pipoca.
Adriano Silva, o bombeiro
Pré-candidato a vice-governador na chapa de Jorginho Mello (PL), Adriano Silva (Novo) talvez tenha que usar mais da experiência de bombeiro voluntário do que a de político para blindar a aliança entre PL e Novo sem Santa Catarina da turbulência nacional entre os dois partidos que já era latente nas redes sociais – notadamente o X – antes mesmo da declaração de Zema de que a conversa de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro era “imperdoável”.
No Conexa, quando Zema reafirmou em entrevista coletiva as críticas ao filho de Jair Bolsonaro, Adriano Silva estava ausente.
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Enquanto isso, na frente de esquerda

Ainda discretamente, o pré-candidato a governador Gelson Merisio (PSB) vai buscando aproximação com os diferentes grupos que formam a esquerda catarinense – PT, PSOL, movimentos sociais, entre outros. Na segunda-feira, ele participou de um encontro com lideranças que incluíam o Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar, o Movimento dos Atingidos por Barragens, MST, Movimento de Mulheres Camponesas, cooperativas de pequenos agricultores e as entidades do campo ligadas à esquerda.
Estavam por lá os deputados estaduais Fabiano da Luz, Luciane Carminatti e Neodi Saretta, todos do PT, além do pré-candidato a senador Afrânio Boppré (PSOL).
Em movimento
Antes da pré-campanha deslanchar, Merisio vai pegando um cheiro de esquerda.
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Caiado junta João Rodrigues e JKB
Também no Conecta 2026, o presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) chegou acompanhado de expoentes do time pessedista catarinense. Além do pré-candidato a governador João Rodrigues, estavam o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, o presidente estadual do partido, Eron Giordani, e o ex-governador e ex-senador Jorge Bornhausen.
Ficaram para trás os atritos entre João Rodrigues e JKB, que quase inviabilizaram a pré-candidatura do partido ao governo.
Fora da urna
Outro ex-governador na comitiva pessedista era Eduardo Pinho Moreira, do MDB. Ele jurou que não vai concorrer a deputado federal, por mais que Carlos Chiodini ainda continue tentando.
E vai continuar.





