O “Carlinhos paz e amor” do fim de semana durou pouco. Pré-candidato ao Senado, Carlos Bolsonaro (PL) aproveitou o feriado de Tiradentes para dar o tom do que deve ser sua atuação em Santa Catarina. Em uma publicação nas redes sociais, disse que está fazendo um levantamento sobre quais lideranças do partido divulgam ou ignoram a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.

“Estou fazendo levantamento de prefeitos, vereadores, lideranças, seções partidárias e filiados do Partido Liberal que divulgam ou não o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. É estarrecedor perceber que a esmagadora maioria não tem sequer uma postagem sobre o tema há mais de 4 meses iniciadas a corrida eleitoral”, escreveu em seu perfil no Instagram.
Ele afirma que levará o assunto à executiva “para tentar corrigir o óbvio”. A declaração do filho de Jair Bolsonaro provocou reação de correligionários, que classificaram a iniciativa como uma forma de “perseguição” interna.
“Uma das principais bandeiras da direita é justamente a defesa da liberdade. O que ele está fazendo é contrário a isso. Perseguir não é o caminho”, disse uma liderança em contato com a coluna. A publicação soou como um recado público a uma questão interna do partido e indica que esse deve ser o perfil de atuação de Carlos Bolsonaro na política.
“Exponham”
O tom de cobrança ficou ainda mais evidente em outro trecho da publicação:
“Se os senhores também perceberem isso na sua cidade, estado e em outros locais, cobrem e exponham respeitosamente, sempre com bom senso. Assim se faz política, se exerce a democracia e se faz grupo e não oportunidade momentânea. Espero não ter sido agressivo, mas muito macio.”
A sugestão de Carlos recebeu adesão imediata do senador Jorge Seif, que fez cobrança pública à pré-candidata ao governo do Distrito Federal, Celina Leão. “Não achei nada do nosso pré-candidato Flávio Bolsonaro em suas redes sociais. Nenhuma manifestação de apoio. Falta o que?”, questionou.
O movimento do ex-vereador ignora a orientação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que disse, em uma carta entregue à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que o diálogo deve prevalecer. “Numa campanha majoritária, bem como nas cobiçadas vagas ao Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressão ou ataque entre aliados”.






