Artigo de Marina Verzola, designer e sócia da Lichia Experience

Por além de corredores lotados, reuniões acontecendo e marcas disputando a atenção do público, há muito trabalho por trás dos grandes eventos. Esse trabalho silencioso começa meses antes e que, muitas vezes, determina o sucesso ou o fracasso da participação de uma instituição em um evento.
Foi exatamente esse o desafio que assumimos ao desenvolver o estande da Fepese para o Summit Cidades 2026.
Mais do que criar um espaço bonito, a missão era traduzir em arquitetura e experiência aquilo que a instituição representa, incluindo inovação, conhecimento, conexão e desenvolvimento. Afinal, quando uma fundação que atua com educação, pesquisa, gestão de projetos e organização de eventos participa de um dos maiores encontros sobre cidades inteligentes do país, seu estande precisa comunicar tudo isso antes mesmo da primeira conversa acontecer.
O Summit Cidades já deixou de ser apenas um congresso. Hoje, é um ambiente onde gestores públicos, empresas, universidades e especialistas se encontram para discutir soluções concretas para o futuro das cidades. É um espaço onde surgem parcerias, ideias e oportunidades. Nesse contexto, cada detalhe faz diferença. Precisamos estar presentes e chamar atenção.
Por isso, o projeto do estande foi pensado para quebrar uma lógica muito comum em feiras: a do espaço que apenas expõe informações esperando que alguém entre. Criamos um ambiente aberto, acolhedor e intuitivo, que convidasse as pessoas a permanecer. Um espaço onde o visitante tivesse vontade de entrar, conversar, descansar alguns minutos, tomar um café e, naturalmente, conhecer o trabalho desenvolvido pela Fepese.
O estande contou com duas salas de reuniões para encontros institucionais e uma programação contínua de ativações durante os três dias do evento, garantindo movimento permanente e transformando o espaço em um verdadeiro ponto de encontro dentro da feira.
Esse conceito foi desenvolvido em parceria entre a Fepese e a Lichia Experience, eu Marina Verzola e a arquiteta Fernanda Pimenta em um processo que buscou equilibrar estética, funcionalidade e experiência. Cada escolha, dos materiais ao fluxo de circulação, foi pensada para estimular conexões humanas.

Esse talvez seja o maior diferencial de um bom estande. Durante muito tempo, acreditou-se que bastava investir em uma estrutura grande ou visualmente impactante. Hoje sabemos que isso não é suficiente. Em eventos de grande porte, as pessoas são expostas a centenas de estímulos ao mesmo tempo. O que realmente permanece na memória não é apenas aquilo que chama atenção, mas aquilo que gera uma experiência positiva.
Um estande bem planejado amplia o tempo de permanência do visitante, facilita conversas, fortalece a percepção da marca e multiplica oportunidades de relacionamento. Ele deixa de ser um custo operacional para se tornar um investimento estratégico.
Essa transformação acompanha uma mudança maior na forma como os eventos são concebidos. As feiras deixaram de ser apenas vitrines comerciais para se consolidarem como ambientes de construção de comunidade, troca de conhecimento e geração de conexões qualificadas.
Ao final dos três dias de Summit, ficou evidente que um espaço bem pensado não apenas recebe visitantes. Ele cria encontros, aproxima pessoas e ajuda a construir histórias. E, quando isso acontece, o estande deixa de ser apenas um endereço dentro da feira para se tornar uma experiência que continua muito depois do encerramento do evento.




