05/05/2026

Governo de SC entrega Licença Ambiental Prévia para sistema de transmissão de energia no Sul do Brasil

Um dos maiores projetos de transmissão de energia do Sul do Brasil avança mais uma etapa. O Governo do Estado de Santa Catarina, por meio do Instituto do Meio Ambiente (IMA/SC), concedeu a Licença Ambiental Prévia para o Projeto Graúna, reforçando a segurança energética e a integração do sistema elétrico nacional. A entrega oficial da licença ocorreu nesta terça-feira, 5, na Casa d’Agronômica, em ato com a presença do governador Jorginho Mello e do presidente do IMA, Josevan Carmo da Cruz Junior.

Fotos: Leo Munhoz/Secom GOVSC

A licença autorizada nesta terça-feira compreende parte do empreendimento sob responsabilidade de Santa Catarina e prevê a implantação de um sistema de transmissão em alta tensão (525 kV), com cerca de 251 quilômetros de extensão, atravessando 13 municípios catarinenses e dois no Paraná. A estrutura inclui duas linhas principais — Abdon Batista – Abdon Batista 2 e Abdon Batista 2 – Curitiba Oeste — além de subestações associadas e cerca de 528 torres ao longo do traçado.

O CEO da Engie, Eduardo Sattamini, explicou que o projeto é mais amplo e conta com outro segmento cuja responsabilidade pela licença ambiental ficou com o estado do Paraná. Segundo o executivo o Projeto Graúna é uma das principais iniciativas de expansão da infraestrutura de transmissão de energia da ENGIE Brasil, com cerca de 750 km de linhas de transmissão e atuação em 40 municípios de quatro estados brasileiros. Em Santa Catarina, o projeto contempla mais de 325 km de linhas, abrangendo 21 municípios e investimento estimado em R$ 1,5 bilhão.

A iniciativa tem papel estratégico para reforçar a segurança energética, ampliar a capacidade de atendimento à demanda e sustentar o crescimento econômico regional. Além disso, o empreendimento deve impulsionar a geração de empregos — com estimativa de aproximadamente 3 mil empregos diretos e 6 mil indiretos —, fortalecer a cadeia produtiva local e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico das regiões envolvidas, aliado a ações de sustentabilidade e responsabilidade socioambiental.

Sob responsabilidade da Graúna Transmissora de Energia S.A., controlada pela ENGIE, o projeto tem papel estratégico para o fortalecimento do fornecimento de energia na região Sul e para a ampliação da capacidade do Sistema Interligado Nacional (SIN). Por atravessar o bioma Mata Atlântica e dois estados, o licenciamento seguiu rito ordinário, com Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), sendo conduzido pelo IMA por delegação do IBAMA.

Desenvolvimento com responsabilidade ambiental

A Licença Ambiental Prévia atesta a viabilidade do empreendimento na fase inicial, mas não autoriza o início das obras. O avanço do projeto depende do cumprimento de condicionantes e da obtenção das próximas licenças.

Para o governador Jorginho Mello, o projeto representa um passo importante para o desenvolvimento do estado: “Santa Catarina precisa de infraestrutura para continuar crescendo. Esse projeto fortalece o sistema elétrico, atrai investimentos e gera oportunidades, sem abrir mão da responsabilidade ambiental”, destacou.

Já o presidente do IMA, Josevan Carmo da Cruz Junior, destacou o rigor técnico do processo e o trabalho dos técnicos do Instituto: “Essa licença é resultado de uma análise criteriosa, baseada em estudos ambientais aprofundados e no trabalho técnico qualificado dos nossos servidores. O IMA atuou com responsabilidade em todas as etapas, avaliando impactos e definindo condicionantes. Nosso papel é garantir que empreendimentos dessa magnitude avancem com segurança, respeitando a legislação e protegendo os recursos naturais”, afirmou.

Impacto regional

Além de ampliar a confiabilidade energética, o projeto também deve gerar impactos positivos na economia regional, com criação de empregos e movimentação de serviços durante a fase de implantação. Ao mesmo tempo, o processo de licenciamento prevê uma série de medidas para mitigar impactos ambientais, incluindo programas de monitoramento, recuperação de áreas e compensações ambientais, especialmente por se tratar de intervenção em áreas do bioma Mata Atlântica.

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