22/06/2026

Santa Catarina precisa de mais força em Brasília e menos radicalismo na política. Por Raimundo Colombo

Artigo de Raimundo Colombo (PSD), ex-governador de Santa Catarina e é pré-candidato a deputado federal

Ao longo da minha vida pública, aprendi que os grandes avanços acontecem quando há diálogo, respeito e capacidade de construir convergências. Foi assim que Santa Catarina conquistou obras importantes, fortaleceu sua economia e ampliou oportunidades para sua gente. E é justamente por acreditar nisso que decidi voltar a disputar uma eleição, colocando meu nome como pré-candidato a deputado federal pelo PSD.
Vivemos um momento de muitos desafios. O Brasil atravessa um período de forte polarização política, no qual muitas vezes o debate de ideias foi substituído pelo confronto permanente. A divergência, que é natural e saudável na democracia, passou a ser tratada como inimizade. Isso enfraquece as instituições, paralisa decisões importantes e dificulta a construção das soluções que o país precisa.


Sempre defendi que governo e oposição têm papéis igualmente importantes. A democracia precisa dos dois. O que não pode acontecer é a ruptura do diálogo. Quando um presidente da República ou um ministro visita um estado, o interesse da população deve estar acima das diferenças partidárias. Quem perde com o radicalismo não são os políticos; é a sociedade.


O Brasil precisa urgentemente voltar a discutir seu futuro. Precisamos avançar em reformas que tornem o Estado mais eficiente, fortaleçam as instituições e criem condições para o crescimento econômico. Temos desafios no Executivo, no Legislativo e também no Judiciário. Mas nenhuma mudança consistente será construída na base da imposição. As reformas precisam nascer do convencimento, do debate qualificado e da capacidade de encontrar consensos.


Ao mesmo tempo, Santa Catarina enfrenta uma questão que considero extremamente grave: a perda de representatividade política na Câmara dos Deputados. Nosso estado cresceu, sua população aumentou significativamente nas últimas décadas e sua economia se tornou uma das mais dinâmicas do país. Mesmo assim, continuamos com apenas 16 deputados federais.


Pela proporcionalidade prevista na Constituição, Santa Catarina deveria ter 20 representantes na Câmara Federal. São quatro deputados a menos defendendo os interesses dos catarinenses em Brasília. Isso significa menos força política, menos influência nas decisões nacionais e menor capacidade de disputar recursos e investimentos para obras e projetos estratégicos.


Não se trata de uma questão partidária. Trata-se de uma causa de Santa Catarina. Precisamos unir lideranças, entidades empresariais, trabalhadores e a sociedade civil para defender aquilo que é justo para o nosso estado.


Ao longo da minha trajetória, tive a oportunidade de atuar como deputado federal, senador, prefeito de Lages e governador. Essa experiência me ensinou que os resultados aparecem quando existe articulação, diálogo e capacidade de construir pontes.


Acredito que a sociedade brasileira começa a demonstrar cansaço diante do excesso de conflito. As pessoas querem soluções concretas para os problemas do dia a dia. Querem mais crescimento econômico, melhores oportunidades, serviços públicos eficientes e segurança para suas famílias.


Por isso, acredito que chegou a hora de recolocar o diálogo no centro da política. Não significa abrir mão de convicções. Significa compreender que ninguém constrói um estado ou um país sozinho.


Santa Catarina sempre foi exemplo de trabalho, equilíbrio e capacidade de superar desafios. Tenho confiança de que podemos ajudar o Brasil a reencontrar esse caminho. Um caminho de mais diálogo, mais entendimento e mais compromisso com resultados.


Menos ódio. Mais construção.


Menos disputa estéril. Mais desenvolvimento.


Menos radicalismo. Mais futuro.

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