A executiva estadual do PT lançou uma nota oficial na noite de segunda-feira reafirmando aquilo que se viu na semana passada, quando o ex-deputado estadual Gelson Merisio (PSB) foi apresentado como pré-candidato ao governo do Estado por uma frente de partidos de centro-esquerda e esquerda que inclui os petistas. Segundo a nota, “trata-se de uma aliança política comprometida com a defesa da democracia, dos direitos sociais e com a reconstrução de Santa Catarina em sintonia com o projeto nacional liderado pelo presidente Lula”.

A nota reafirma Merisio como pré-candidato ao governo, assim como o ex-deputado federal Décio Lima (PT) e o vereador florianopolitano Afrânio Boppré (PSOL) como pré-candidatos ao Senado na frente que reúne as federações PT/PCdoB/PV, PSOL/Rede, PDT e PSB. Ou seja, nenhuma novidade no horizonte.
A razão de ser do posicionamento da direção partidária está em uma frase no final da nota: “o PT de Santa Catarina segue alinhado com a política do Governo Federal e do PT Nacional, e reafirma que qualquer outra linha tática-eleitoral apresentada configura posturas individuais”.
É uma reposta o movimento feito dois dias antes por um grupo minoritário do partido, que lançou o ex-vereador florianopolitano Lino Peres (PT) como pré-candidato ao governo. Esse grupo tem como principal liderança Bruno Zilioto, que defende a continuidade das articulações para uma candidatura própria do PT ao governo.
– O PT tem nome para apresentar e ainda podem aparecer outros. Vamos fazer o debate dentro das instâncias do partido – disse o vereador.
Uma entrevista coletiva de Lino Peres está marcada para amanhã de manhã.
As chances desse movimento prosperar são nula. O grupo político ligado ao vereador e ao ex-vereador teve sua chapa alcançando o quinto e último lugar na disputa pela presidência estadual do PT em 2025. Os quatro primeiros estavam representados no lançamento da pré-candidatura de Merisio ao governo.
Para além do contexto local, há o nacional. O presidente Lula e presidente nacional do PT, Edinho Silva, não tiveram receio algum em forçar Edegar Pretto a desistir de disputar pela segunda vez consecutiva o governo do Rio Grande do Sul em nome de uma aliança com o PDT de Juliana Brizola. É a estratégia nacional para o Sul do Brasil, considerando que o PT também não terá cabeça-de-chapa no Paraná – apoiará Requião Filho (PDT).





