O PL tem hoje sete deputados federais em Santa Catarina: Carol de Toni, Júlia Zanatta, Daniela Reinehr, Zé Trovão, Ricardo Guidi, Daniel Freitas e Ismael dos Santos. Destes, pelo menos seis devem disputar a reeleição, já que Carol de Toni é pré-candidata ao Senado.

Em 2022, o partido elegeu seis deputados federais. Perdeu Jorge Goetten, que migrou para o Republicanos, mas ganhou Ismael dos Santos e Ricardo Guidi, que deixaram o PSD para ingressar na sigla.
Em conversas reservadas, o governador Jorginho Mello (PL) afirma que o partido pode eleger sete deputados federais. No entanto, manter as seis vagas atuais já exigirá uma disputa intensa entre os pré-candidatos. Há pelo menos onze nomes de peso na corrida por seis ou sete cadeiras.
Além dos parlamentares que buscarão a reeleição, estarão na disputa Jair Renan Bolsonaro, vereador em Balneário Camboriú; o deputado estadual Sargento Lima; o ex-prefeito de Blumenau João Paulo Kleinübing; o vice-prefeito de Itajaí, Rubens Angioletti; e a vereadora Manu Vieira, entre outros nomes de menor expressão eleitoral.
MDB quer manter três vagas
O MDB terá a difícil missão de preservar as três cadeiras conquistadas em 2022 com Valdir Cobalchini, Carlos Chiodini e Rafael Pezenti. Embora tenha obtido menos votos que o PT, o partido acabou beneficiado pelas regras das sobras eleitorais.
Dos três eleitos, Chiodini não deve disputar a reeleição, já que se apresenta como pré-candidato a vice-governador na chapa liderada por João Rodrigues (PSD). Cobalchini e Pezenti terão a companhia de Rodrigo Coelho, deputado federal entre 2019 e 2023, mas que não conseguiu se reeleger em 2022.
Os três primeiros suplentes do MDB naquela eleição também não estarão na nominata do partido. Luiz Fernando Vampiro migrou para o PSD, Marcos Sorgatto foi para o PL e deve disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, enquanto Ada De Luca, ao menos por enquanto, afirma que não pretende concorrer.
Além de Rodrigo Coelho, o MDB aposta em novos nomes, como Joãozinho Mattos, filho do ex-deputado João Mattos; Closmar Zagonel, vereador em Concórdia; Elói Quege, ex-prefeito de Três Barras; Ciro Quintino, vereador em Gaspar; Cleiton Fossá, suplente de deputado estadual em Chapecó; e Vini da Causa Animal, vereador em São José, entre outros.
União Progressista quer ampliar bancada
A federação União Progressista conta atualmente com apenas um deputado federal, Flávio Schiochet, eleito pelo União Brasil. Com a incorporação do PP à federação, a meta é ampliar a bancada para pelo menos dois parlamentares. Nos bastidores, dirigentes falam até em três eleitos.
Além de Schiochet, aparecem como favoritos o deputado estadual José Milton Scheffer e o ex-deputado Coronel Armando, eleito pelo PSL em 2018 e suplente do PL em 2022. Também é especulada, embora ainda sem confirmação, uma nova candidatura da ex-deputada Angela Amin.
Republicanos busca espaço
O Republicanos passou por mudanças desde 2022. Naquele ano, foi o partido do então governador Carlos Moisés, que não chegou ao segundo turno e não conseguiu eleger nenhum deputado federal.
Hoje, a sigla conta com dois parlamentares: Jorge Goetten, eleito pelo PL, e Geovaniade Sá, que assumiu a vaga após a eleição de Carmen Zanotto para a Prefeitura de Lages.
O partido também deve lançar o jornalista Paulo Alceu, que fará sua estreia eleitoral em busca de uma vaga na Câmara dos Deputados.
No PSD, dois nomes com história
O PSD elegeu dois deputados federais em 2022, Ismael dos Santos e Ricardo Guidi. Ambos, porém, deixaram o partido e migraram para o PL, atraídos pela força do bolsonarismo em Santa Catarina.
Agora, a legenda aposta na experiência do presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, e do ex-governador Raimundo Colombo. Os dois já estão em pré-campanha e contam com bases eleitorais consolidadas. Júlio tem forte presença no Sul do Estado, enquanto Colombo mantém influência na Serra.
PT aposta na polarização
As regras eleitorais impediram que o PT elegesse três deputados federais em 2022. Apesar de ter obtido mais votos que o MDB, a suplente Carla Ayres ficou fora da Câmara por não atingir o percentual mínimo exigido para a distribuição das sobras.
Desta vez, além dos atuais deputados Pedro Uczai e Ana Paula Lima, que disputarão a reeleição, o partido deposita expectativas na eleição de Carla Ayres. A vereadora de Florianópolis trabalha para ampliar sua base eleitoral.
Entre os petistas, a avaliação é que a polarização entre Lula e Bolsonaro no cenário nacional pode impulsionar a votação da legenda em Santa Catarina.
No Podemos, o sonho de Paulinha
A deputada estadual Paulinha está em seu segundo mandato na Assembleia Legislativa e agora mira uma vaga na Câmara dos Deputados. Após receber convites de diferentes siglas, decidiu permanecer no Podemos, partido que preside em Santa Catarina.
O desafio é grande. O quociente eleitoral para a eleição de deputado federal deve superar os 250 mil votos. Com uma chapa que reúne políticos experientes e estreantes, Paulinha busca transformar o projeto em realidade.
O Novo vive expectativa
O Novo disputou sua primeira eleição em 2018 e elegeu Gilson Marques com pouco mais de 27 mil votos. Em 2022, mais estruturado, o partido reelegeu o parlamentar com mais de 80 mil votos.
Para 2026, a legenda terá o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva, como candidato a vice-governador na chapa de Jorginho Mello, o que aumenta a expectativa de crescimento nas chapas proporcionais. O objetivo é eleger pelo menos dois deputados federais.
Faltam vagas para todo mundo
Se todas as projeções partidárias se confirmassem, seriam necessárias cerca de 20 cadeiras para acomodar as expectativas das legendas catarinenses.
Esse número, aliás, se aproxima do que Santa Catarina reivindica com base no crescimento populacional registrado nos últimos censos. Uma proposta chegou a tramitar na Câmara dos Deputados para ampliar a bancada catarinense de 16 para 20 parlamentares sem reduzir vagas de estados que perderam população. O projeto, porém, não prosperou.






