O deputado estadual Mário Motta (PSD) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) nesta terça-feira, dia 31, para cobrar providências do Governo do Estado sobre a manutenção das pontes Colombo Machado Salles e Pedro Ivo Campos, em Florianópolis. O parlamentar, que acompanha o tema desde sua atuação como comunicador, alertou para a lentidão no processo de recuperação de 12 blocos de sustentação que ainda aguardam reformas estruturais.

Motta enfatizou que, embora laudos apontem que não há risco de queda imediata, o adiamento das obras permite que a corrosão das armaduras avance em um ambiente marítimo agressivo. O deputado relembrou que a gravidade do problema foi identificada ainda em 2019. Na época, dos 18 blocos de sustentação, seis foram classificados como críticos.
“Lembro-me bem de quando trouxe a público essa informação, ainda como apresentador de rádio e televisão. Naquela época, a própria contratada já não garantia o uso dos blocos críticos dentro dos coeficientes de segurança”, destacou Motta. Enquanto os seis blocos mais urgentes foram reforçados em 2020, os outros 12 permanecem sem solução definitiva. Uma tentativa de reparo em 2022 foi paralisada devido a fragilidades no projeto e rescisão contratual, fazendo o processo retornar à estaca zero.
Prazos e burocracia
Com base em Pedidos de Informação enviados pelo seu gabinete, o deputado detalhou a morosidade nos prazos da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobiliade (SIE). O prazo inicial do projeto era novembro de 2024, a primeira prorrogação aconteceu fevereiro de 2025 e a nova previsão total para entrega ficou para 31 de julho de 2025.
De acordo com o parlamentar, a resposta mais recente do Estado indica que o contrato ainda está em “fase final de aprovação do orçamento”, o que impede o início prático da obra. Ele reforçou que seu mandato seguirá fiscalizando com rigor a situação e cobrando resultados.
“Toda essa demora resulta em desperdício de dinheiro público, já que estruturas mais desgastadas exigem mais recursos para recuperação. Essas pontes registram um fluxo diário de milhares de automóveis todos os dias. São o elo da capital com o restante de Santa Catarina. Se o governo não faz o seu dever no ‘quintal de casa’, onde irá fazer? Obras estruturantes como essa exigem prioridade”, salientou.





