
A volta de Gelson Merisio ao palco (das entrevistas)

A minha carreira como jornalista na área de política em Santa Catarina coincidiu em boa parte com o apogeu político de Gelson Merisio. Lembro da primeira vez que o entrevistei, em 2007: eu nos meus primeiros passos como repórter de política no jornal A Notícia, ele assumindo a liderança da bancada do Democratas na Alesc. Em 2010, quando eu cheguei ao Diário Catarinense depois dois anos e meio em Joinville, ele assumiu pela primeira vez a presidência da Assembleia Legislativa – mandato que havia dividido com Jorginho Mello.
Talvez eu seja o jornalista que mais entrevistou Merisio nesse período que culminou no segundo lugar nas eleições para o governo do Estado em 2018, abatido pela Onda 17 que a partir da popularidade de Jair Bolsonaro em Santa Catarina, colocou Carlos Moisés no governo do Estado. Nossa última entrevista foi um programa Cabeça de Político em 16 de setembro de 2019. Um ano depois da derrota, ele avaliava o governo Moisés e projetava seu futuro político.
Seis anos, sete meses e 18 dias depois, Merisio foi meu entrevistado novamente. Na conversa comigo e com Henrique Zanotto, apareceu um Merisio mais leve que o de 2018. Explicou porque trocou o bolsonarismo pelo palanque de Lula, focou nas pautas sociais, mas mostrou o velho estilo ao falar de economia, desenvolvimento do Estado e na primeira promessa de impacto desse período pré-eleitoral: acabar com as emendas impositivas dos deputados estaduais se eleito governador.
Merisio está de volta ao jogo. Vai ser interessante observar.
(e se você for conferir o programa de 2019, vai perceber que perdi o cabelo e parte do viço, mas ganhei um pouco mais de intimidade com a câmera… compensações da vida)
A (boa) previsão de Merisio para Jorginho
Ao analisar o cenário para deputado estadual e federal, Merisio fez um elogio ao governador Jorginho Mello na construção das chapas proporcionais do PL, do Republicanos e do Podemos. Na avaliação dele, os três partidos devem ficar com metade das vagas na bancada federal e na Assembleia Legislativa. Isso significaria oito deputados federais e 20 deputados estaduais.
Se a conta de Merisio estiver certa e o PL repetir as seis vagas de deputado federal que conquistou em 2022, Republicanos e Podemos vão se engalfinhar pelas duas vagas restantes.
Empurrãozinho de Kassab
O encontro dos lideranças do PSD e do MDB de Santa Catarina com o presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) no apartamento de Gilberto Kassab em São Paulo não serviu apenas para o ensaio da dupla João Rodrigues (PSD) e Carlos Chiodini (MDB) como colegas de chapa na disputa pelo governo. O ex-governador Raimundo Colombo (PSD) chegou em dúvida e saiu de lá certo da pré-candidatura a deputado federal.
Kassab quer Júlio Garcia e Colombo em Brasília ano que vem – e vai ajudar.
Hang com o novo senador

Ontem registrei que o empresário Hermes Klann tornou-se primeiro suplente do senador Jorge Seif (PL) por indicação do empresário Luciano Hang. O dono das Lojas Havan liderou a comitiva catarinense que foi a Brasília para a posse do amigo na vaga pelos próximos quatro meses e ainda resgatou imagem do tempo das vastas cabeleiras.





