
A meta de Luciane Ceretta para os ACTs

Falamos pouco de política partidária e quase nada de eleição na 15ª edição do podcast SCC Upiara, que teve como entrevistada Luciane Ceretta, secretária estadual de Educação. Co-entrevistadora, a colunista Déborah Almada espantou-se com a falta de apetite eleitoral da secretária, que enfatizou que disputar votos e subir como parlamentar à tribuna do Legislativo não lhe “tocou o coração”. O meu destaque, no entanto, foi a projeção feita por Ceretta de que em cinco anos será possível mudar a condição histórica catarinense de termos mais professores temporários – os ACTs – do que efetivos na rede pública estadual.
Ao falar dos concurso público realizado ano passado e o que está aberto neste momento, a secretária afirmou que a proporção que considera ideal para o Estado é de 70% de efetivos e 30% de ACTs. Hoje, temos cerca de 60% de professores temporários – e já foi mais. Pelo amplo contingente e pelas dificuldades históricas na implantação do piso nacional sobre todos os níveis da carreira, os professores muitas vezes foram tratados como os vilões da folha de pagamento estadual, mesmo com os salários aquém da necessidade e do merecimento.
No governo Jorginho Mello, houve avanço na descompactação da tabela salarial e ampliação das contratações. O governador defende que a contratação de efetivos tem impacto positivo sobre a previdência, algo que a esquerda e sindicalistas sempre defenderam, mas as planilhas da Secretaria da Fazenda historicamente desdenharam.
Quando perguntei a Luciane Ceretta em quanto tempo poderíamos chegar aos 70% de efetivos, ela garantiu que com o atual nível de prioridade e investimento é possível chegar a essa meta até 2030. Coincidência ou não, o ano que marcará o limite do segundo mandato de Jorginho caso reeleito. Aliás, perguntei se ela aceitaria permanecer no cargo se o governador vencer as eleições de outubro. Ceretta respondeu rapidamente: “esta pergunta você tem que fazer ao governador Jorginho Mello”.
Traduzindo: aceitaria.
Veja a íntegra do SCC Upiara com Luciane Ceretta
De quinto no Quinto para o governo Jorginho
O advogado Giovani de Lima, de Joinville, foi nomeado nesta terça-feira para a vaga de secretário-adjunto de Administração no governo Jorginho Mello. Ele participou da histórica disputa pela vaga de desembargador do Tribunal de Justiça vencida por William Quadros, quando ficou em quinto lugar na definição da lista tríplice composta pelos magistrados para decisão do governador. Foi aquela disputa em que o deputado estadual Ivan Naatz ficou em sexto.
O primeiro suplente de quatro meses da Alesc

Rodrigo Fachini (Podemos) viveu nesta terça-feira sua primeira reunião na Comissão de Segurança Pública após tomar posse como deputado estadual semana passada, na vaga de Paulinha (Podemos). O joinvilense terá tempo para tomar gosto: é o primeiro suplente a assumir o cargo após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que era inconstitucional a regra aplicada em Santa Catarina que previa licença do deputado estadual titular a partir de um mês. Para o STF, tem que valer a mesma regra dos deputados federais: quem sai, precisa ficar no mínimo quatro meses fora.
A saidinha de Fachini
Curiosamente, Rodrigo Fachini teve que se refiliar ao Podemos para exercer o mandato. Ele concorreu à Alesc pelo partido em 2022, mas havia retornado ao MDB em 2024, quando concorreu a vereador em Joinville. Não era obrigatória a volta ao Podemos, mas se assumisse filiado ao MDB o partido ficaria quatro meses sem deputado estadual e, sem cargos de liderança partidária. O Podemos perdeu Camilo Martins (PL) e Lucas Neves (Republicanos) na janela partidária.
A brincadeira no plenário semana passada é que a bancada do MDB agora tem seis deputados e meio.
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