Na edição da última terça-feira, a coluna trouxe a informação de que o pré-candidato ao Senado, Carlos Bolsonaro, pediu desculpas à deputada estadual, Ana Campagnolo, durante o jantar do partido, na noite de segunda-feira. O fato encerra, ao menos por enquanto, um capítulo protagonizado por eles desde que Carlos se tornou catarinense, pouco antes do fim do ano passado.
O pedido de desculpas era a condição imposta por Ana após Carlos dizer que uma declaração dada por ela – confirmada posteriormente pelo presidente nacional do PL – seria mentira.
“Esperando Carlos Bolsonaro me pedir desculpas”, disse ela, à época.
Mas, se você começou a acompanhar a política catarinense recentemente, talvez porque ela tenha se tornado mais fervilhante, ou para ficar por dentro das polêmicas, é possível que não saiba porque eles tiveram essa rusga.
Não seja por isso. A coluna te conta!
Em outubro do ano passado, depois de já ter falado em uma entrevista sobre a situação de Carol de Toni na corrida por uma vaga ao Senado pelo PL, Ana Campagnolo justificou que a chegada de Carlos Bolsonaro em Santa Catarina tiraria Carol da disputa, fazendo com que ela deixasse o partido, caso quisesse ser candidata ao Senado.
Na época, ao responder um comentário nas redes sociais, ela alertou que um acordo nacional entre PL e PP, influenciaria nas composições estaduais e que, em Santa Catarina, com a chegada de Carlos, as vagas que inicialmente destinadas a Esperidião Amin e Carol seriam remanejadas. Se o filho de Bolsonaro ficaria com uma das vagas, a do PL, e o PP teria a outra por conta do acordo nacional, então Amin seria o outro candidato da chapa, deixando Carol sem espaço na disputa.
Carlos respondeu à declaração de Ana.
“Não sejam mentirosos. Absolutamente nada do que essa menina está falando é verdade”.
Foi aí que Carol de Toni acendeu o alerta. Ainda em novembro passado, a deputada deixou clara a sua insatisfação com o desenrolar da questão e cogitou ir para o partido Novo. A mudança de sigla chegou a ser dada como certa, mas ela acabou optando por esperar o ano acabar e a temperatura baixar.
Àquela altura do campeonato, a declaração de Carlos de que o acordo citado seria mentira já não se sustentava. Ana, por sua vez, não recuou diante das investidas digitais dos apoiadores de Carlos que criticaram a parlamentar pela postura adotada.
Arrumar a casa pra receber visita
Com a aproximação da vinda de Flávio Bolsonaro a Santa Catarina, marcada para este sábado, dia 9, Jorginho convocou o time para arrumar a casa antes da visita. O governador atuou diretamente para acalmar os ânimos entre Ana e Carlos, o que parece ter funcionado.
Internamente, o desempenho de Carlos nas pesquisas também é visto como mais uma razão para que ele tenha “baixado a guarda” e buscado a pacificação com a colega de partido.
“Apenas o governador trabalhou para que eles se entendessem, mais ninguém”, revelou um dos que participaram do jantar. “Vamos pra frente, trabalhar pra eleger os candidatos do nosso partido”, finalizou.
Agora que você já entendeu o que motivou tudo isso, talvez esteja se perguntando:
Tá, mas agora tá tudo bem entre eles então?
“Tudo bem” é uma expressão muito forte em se tratando de política. Mas, por enquanto, esse capítulo da eleição em Santa Catarina/2026 parece estar encerrado.






