O secretário-geral do PSDB-SC, Gilmar Knaesel, enviou uma nota de esclarecimento à coluna sobre a informação divulgada ontem neste espaço. Na publicação, escrevi que ele havia deixado o evento de seu partido, realizado nesta terça-feira, por divergir do apoio a Jorginho Mello, pré-candidato à reeleição.

A liderança tucana disse que ‘não foi bem assim’ e que, a partir da decisão de ontem, o partido segue unido.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
O PSDB tem como um de seus principais pilares a defesa e o fortalecimento da democracia. Por essa razão, o debate interno e a existência de diferentes posições fazem parte da cultura partidária e são legítimos até o momento da tomada de decisão.
No âmbito da discussão sobre o posicionamento do partido nas eleições estaduais, a Executiva Estadual analisou os caminhos possíveis em relação ao apoio às candidaturas majoritárias, considerando que o PSDB não integrará oficialmente nenhuma chapa.
Durante esse processo, foram apresentadas duas correntes de entendimento: uma defendia a autonomia das Executivas Municipais para definir seus posicionamentos de acordo com as realidades locais; a outra propunha o apoio institucional do partido à reeleição do atual governador. Em reunião ampliada, com a participação da maioria das lideranças e das instâncias partidárias, prevaleceu, por ampla maioria, a decisão de apoiar a reeleição do atual governador.
O processo ocorreu de forma democrática, transparente e respeitosa, refletindo os princípios que norteiam o PSDB. Definida a posição partidária, o partido segue unido e comprometido com o fortalecimento de seu projeto político e com o respeito às decisões legitimamente construídas por suas instâncias.
Gilmar Knaesel
Secretário-Geral do PSDB
Perguntei ao secretário se ele defendia o apoio ao governador ou se preferia outro encaminhamento de seu partido. Ele disse que houve um movimento interno no PSDB para que os tucanos fossem “liberados” para apoiar quem quisessem, já que o 45 não estará em nenhuma chapa majoritária de Santa Catarina nesta eleição.
Ele disse ainda que a ampla maioria defendeu a tese de estar com o atual governador e que isso será respeitado pelo partido.
“Esse grupo, do qual faço parte, não tinha outro candidato. Nós queríamos, defendíamos internamente e fomos, ontem, não derrotados, mas venceu a tese do apoio ao governador Jorginho Mello, defendida legitimamente pelos prefeitos e vice-prefeitos, liderados pelo nosso presidente, Marcos Vieira.
Nossa ideia, era deixar o partido liberado. Cada um, conforme sua questão local, pessoal ou regional, escolheria o seu candidato a governador, já que o PSDB não vai fazer parte de nenhuma chapa majoritária. Então, essa é a nossa tese, de deixar livre. Nós não indicamos nem sugerimos nenhum nome específico. Só queria retificar isso.
Mas a grande maioria, a ampla maioria, decidiu pelo apoio a Jorginho, e esse será o encaminhamento, que terá todo o nosso apoio. O PSDB está junto, está unido. Divergência interna faz parte da democracia, e assim nós a exercemos, de forma transparente.”
*Nota da autora: aproveito este espaço para agradecer ao próprio Gilmar Knaesel pela gentileza de enviar a nota à coluna e pela postura em apresentar seu ponto de vista sem recorrer a nenhum tipo de hostilidade, tão comum hoje em dia, no meio jornalístico. A boa educação sempre, SEMPRE será o melhor caminho.





