Artigo de Ralf Zimmer, defensor público estadual e pré-candidato ao governo de SC pelo PRD

O Banco Master, que era capitaneado por Daniel Vorcaro, corrompeu meio mundo em Brasília com dinheiro provindo de previdências de servidores públicos de diversos Estados e Municípios brasileiros, sendo considerado já o maior escândalo de corrupção envolvendo o sistema financeiro de nosso País.
Os noticiários e as redes sociais falam a respeito dessa esparrela diariamente. Porém, em Santa Catarina, nossas “principais” lideranças políticas optaram pelo silêncio.
Compreensível, mas lamentável. Os três principais candidatos ao governo do Estado possuem apoiadores ou correlegionários envolvidos no escândalo.
As mídias revelam o possível envolvimento com Daniel Vorcaro tanto de Flávio Bolsonaro (PL), Ciro Nogueira e Rueda (Federação União-PP), da família de Ratinho Junior (PSD) e de lideranças do PT baiano no imbróglio.
Portanto, essas circunstâncias levam a crer que o escândalo de corrupção do Banco Master pode influenciar as eleições em Santa Catarina somente em favor das pré-candidaturas que estejam fora dos três maiores grupos políticos do Estado – Jorginho Mello(PL), João Rodrigues (PSD e apoiado por Amin do União-PP) e Gelson Merísio (PSB, apoiado pelo PT dentre outros partidos de esquerda).
Enquanto isso, as pré-candidaturas, tidas por ora como às mais fortes, não só a governo, como a senado, tem entoado pobres canções ao redor dos fatos de 8 de janeiro de 2023, às direitas a favor daqueles que entendem ser manifestantes, e às esquerdas contra aqueles que entendem ser criminosos.
Muito pouco para um debate que deveria ser sério e mais profundo sobre o futuro de nosso Estado e de nosso País, é o que se vê a partir desse silêncio constrangedor de nossas principais lideranças catarinenses a respeito do escândalo do Banco Master, cujo efeito dominó tem se revelado numa exacerbação insana da polarização política ideológica em detrimento de pautas concretas que realmente afetam a vida das pessoas.




