O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados divulgou nesta segunda-feira (11) que não atuará mais na defesa do senador Ciro Nogueira (PP-PI) no caso do Banco Master. Segundo o texto, a decisão foi tomada em comum acordo.

“O escritório Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados vem comunicar que, em comum acordo com o senador Ciro Nogueira, não seguirá atuando para o parlamentar neste caso”, diz a nota.
O anúncio é feito quatro dias depois de o senador ter sido alvo da quinta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga o esquema de fraudes do Master, de Daniel Vorcaro.
Segundo decisão de André Mendonça, do STF, o presidente nacional do PP recebia pagamentos mensais de R$ 300 mil de Vorcaro.
Na ocasião, o escritório negou que Ciro Nogueira tenha cometido qualquer ato ilícito, especialmente em relação à sua atuação como parlamentar. Disse também que o mandado de busca foi uma medida “grave e invasiva” baseada apenas em uma “mera troca de mensagens” entre Ciro e Vorcaro.
No dia da operação, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, disse em frente à casa do senador que nunca houve repasses mensais do banqueiro.
O advogado, no entanto, admitiu ao SBT News que o político teve despesas pagas em viagens por Vorcaro, o que, segundo ele, seria “comum”.
Kakay afirmou na última quinta-feira (7) que Ciro e Vorcaro mantinham uma “relação natural” entre um senador e banqueiro.
Ciro fala em perseguição
O presidente do PP disse na sexta (8) que é alvo de uma perseguição política. Em sua primeira declaração pública após ser alvo da operação da PF, o senador disse em seu perfil no Instagram que a ação tem motivação eleitoral a menos de cinco meses do pleito.
“Tentam parar de todas as formas quem lidera as pesquisas de intenção de votos”, publicou Ciro, que é pré-candidato à reeleição no Piauí.
Com informações de SBT News





