27/04/2026

Joinville entra no jogo do Senado e suplência de Amin vira “jóia da coroa”

O Senado homenageou a Secretaria de Articulação Nacional e a PGE pelos 50 anos de representação de SC em Brasília

Sem protagonismo nas eleições de 2026, a “jóia da coroa” para muitos partidos de Joinville virou ser suplente na vaga de senador. Seja na chapa do atual governador Jorginho Mello e também na esquerda de Gelson Merísio, não é qualquer suplência que está em jogo. Em Joinville o que ninguém nega é o desejo de ser suplente do atual senador Esperidião Amin (PP). É difícil alguém dizer que tem o sonho de ser suplente, mas transformou-se em desejo real em especial em Joinville que pode ser um grande trunfo para o experiente político catarinense

Até o MDB se coloca à disposição de Esperidião Amin. E esse fato supera até uma rixa histórica entre ele e o ex-governador já falecido Luiz Henrique da Silveira. Foi na primeira década dos anos 2000 que os políticos travaram uma disputa em que os emedebistas sempre levavam vantagem, alimentado quase que uma disputa Joinville x Florianópolis. 

Passados mais de 20 anos, PP e MDB estão mais próximos do que nunca e justamente nesta brecha para fechar a chapa liderada pelo ex-prefeito de Chapecó João Rodrigues que pode levar os antigos rivais a uma dobradinha inédita. 

Ironia ou não, Amin é, entre todos os pré-candidatos ao Senado, o mais próximo do eleitorado de Joinville. Suas visitas a Joinville, para solenidades e reuniões, são cada vez mais comuns. 

Aqui neste espaço já havia abordado que nomes do MDB estão sendo sondados para a vaga de suplência ao Senado, como o ex-prefeito de Joinville Udo Döhler (leia aqui).

Chapa de João Rodrigues busca equilíbrio regional e pode apostar em ex-prefeito de Araquari

Clenilton Pereira havia desistido de disputar eleição, mas busca aliados para viabilizar candidatura ao Senado

Uma outra brecha na chapa de João Rodrigues é a segunda vaga para o Senado. Começa a ganhar força que pode vir do Norte do Estado o segundo pré-candidato com pretensão de circular pelos tapetes azuis de Brasília. Neste cenário pelo menos um nome, que já tinha até desistido de disputar eleição, começou a ser apontado como pré-candidato.

Pessoas próximas apontam que Clenilton Pereira, ex-prefeito de Araquari, pode ser um nome ao Senado. Ele não nega a consulta, mas reconhece a dificuldade de viabilizar a candidatura. Porém, anda se movimentando e tenta atrair aliados, principalmente do MDB. Filiado ao União, ele busca apoio de emedebistas históricos como Renato Viana, de Blumenau. Na articulação também não nega buscar lideranças históricas de Joinville. Na renúncia de João Rodrigues da prefeitura de Chapecó, Clenilton viajou em vôo particular juntamente com o presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, e o ex-deputado federal Rodrigo Coelho (MDB).

Suplência virou estratégia

Vaga para a suplência nunca é tão disputada. Com as portas se fechando cedo por causa das definições das chapas de forma antecipada, o assunto virou estratégico para muitos partidos, principalmente com a possibilidade de assumir o cargo por algum período ou em caso de convocação do titular para assumir um ministério, por exemplo. É o caso da também da disputa ao senado na chapa do governador Jorginho Mello. Outra jóia da coroa é a suplência de Carlos Bolsonaro ou até mesmo de Carol De Toni. Nomes dos postulantes também já foram especulados, como o ex-deputado estadual Kennedy Nunes e o empresário Ney Silva, pai do ex-prefeito de Joinville Adriano Silva.

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