06/04/2026

Oito prefeitos renunciam, nove deputados mudam de partido: o que mudou em SC com o fim da janela

O prazo limite renúncia dos prefeitos que desejam disputar as eleições deste ano e o fim da janela para troca de partidos pelos deputados federais e estaduais ajustou o mapa do poder em Santa Catarina. Oito prefeitos deixaram os cargos, com destaque para Adriano Silva (Novo) em Joinville e João Rodrigues (PSD) em Chapecó, ambos de olho na eleição majoritária.

Na Assembleia Legislativa, o PL do governador Jorginho Mello atraiu quatro dos sete deputados estaduais que trocaram de legenda. Na bancada federal, duas mudanças e um partido tradicional, o PSD, com o bancada zerada.

Fim da janela contabilizou sete trocas de partido de deputados estaduais. Foto: Ana Quinto, Agência Alesc.
Fim da janela contabilizou sete trocas de partido de deputados estaduais. Foto: Ana Quinto, Agência Alesc.

Mudanças nas prefeituras

Nos holofotes, Adriano Silva e João Rodrigues confirmaram renúncias que não modificam o quadro partidário nos municípios. Em Joinville, o Novo mantém o comando da prefeitura com a posse de Rejane Gambim como prefeita – a primeira da história da cidade. Adriano será vice na chapa do governador Jorginho Mello nas eleições de outubro,

Em Chapecó, deu a lógica: quando encaminhou sua reeleição em 2024, o agora ex-prefeito João Rodrigues bancou um vice do PSD, Valmor Scolari, já de olho na renúncia para concorrer a governador este ano. Tudo está dentro do script.

Além dois dois, outros seis prefeitos catarinenses renunciaram para concorrer nas eleições deste ano. A princípio, todos têm como objetivo uma cadeira na Assembleia Legislativa. Vou listar o time pela ordem de população do município;

  • Liba Fronza (PSD) renunciou à prefeitura de Navegantes para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa. Assumiu o vice Ricardo Muniz Ventura, do Progressistas.
  • Edilson Massocco (PL) deixou à prefeitura de Concórdia menos de um ano e meio após conquistar o primeiro mandato. Vai tentar voltar para a vaga na Alesc a que renunciou em 2024 após vencer a disputa para prefeito. O PL mantém a prefeitura de Concórdia, agora com Fábio Ferri.
  • Salmir da Silva (Republicanos) também confirmou a renúncia em Biguaçu para concorrer a deputado estadual. Assumiu o vice Alexandre de Souza, do Podemos.
  • Emerson Maas (MDB) renunciou à prefeitura de Mafra para concorrer a uma vaga na Alesc. Assume Carlos Nitz, do Republicanos.
  • Juliana Maciel (PL) também deixou o cargo de prefeita, em Canoinhas, para concorrer a uma vaga de deputada estadual. Assume Zenilda Lemos, do União Brasil.
  • Evandro Scaini, do Progressistas, completou a lista de renúncias ao deixar o cargo em Balneário Arroio do Silva. Ele também concorre a uma vaga na Alesc. Assumiu o vice Jorge Luiz Freitas (PSD).

Na Alesc, PL dispara; PSD e Republicanos crescem

Na Assembleia Legislativa, sete deputados estaduais aproveitaram a janela legal para troca de partidos. Maior bancada eleita em 2022, com 11 cadeiras, o PL foi o grande beneficiado e agora tem 14 vagas no parlamento estadual. Chegam ao partido:

  • Camilo Martins (ex-Podemos), pré-candidato à reeleição.
  • Jair Miotto (ex-União Brasil), pré-candidato à reeleição.
  • Junior Cardoso (ex-PRD), pré-candidato à reeleição.
  • Marcos da Rosa (ex-União Brasil), pré-candidato à reeleição.

O PL também teve uma baixa, que garantiu ao PSD a possibilidade de aumentar a bancada em relação aos eleitos em 2022: Nilso Berlanda, pré-candidato à reeleição, agora é pessedista.

Quem também ganhou em relação ao conquistado nas urnas foi o Republicanos, partido alinhado a Jorginho Mello, que trouxe Lucas Neves (pré-candidato à reeleição) do Podemos e agora tem dois deputados estaduais.

Apesar de perder dois deputados estaduais para o PL, o União Brasil conseguiu minimizar os efeitos da janela ao filiar Vicente Caropreso (ex-PSDB), pré-candidato à reeleição. O partido elegeu três representantes e agora terá duas cadeiras.

Outros três partidos saíram da janela menores do que entraram. O Podemos tinha três cadeiras e agora tem uma, mesmo número do PSDB – que elegeu dois em 2022. O PRD, fusão dos antigos PTB e Patriota, ficou sem representação no parlamento catarinense.

As bancadas estaduais ficaram assim:

  • PL – 14 deputados estaduais
  • MDB – 6 deputados estaduais
  • PT – 4 deputados estaduais
  • PSD – 4 deputados estaduais
  • PP – 3 deputados estaduais
  • União Brasil – 2 deputados estaduais
  • Republicanos – 2 deputados estaduais
  • Podemos – 1 deputado estadual
  • PSDB – 1 deputado estadual
  • Novo – 1 deputado estadual
  • PDT – 1 deputado estadual
  • PSOL – 1 deputado estadual

PSD fica fora da bancada federal

A principal mudança na bancada federal catarinense é o fim da bancada do PSD. Dos eleitos em 2022, Ricardo Guidi já havia trocado a legenda pelo PL em 2024. Agora, neste janela, foi a vez de Ismael dos Santos tomar também o rumo do PL. Ele é pré-candidato à reeleição.

O Republicanos confirmou nesta janela a filiação de Geovânia de Sá (ex-PSDB), também pré-candidata à reeleição. O partido não elegeu representantes na bancada federal catarinense em 2022 e agora conta com dois nomes, considerando a filiação de Jorge Goetten (ex-PL) em 2024.

A bancada federal ficou assim:

  • PL – 7 deputados federais
  • MDB – 3 deputados federais
  • PT – 2 deputados federais
  • Republicanos – 2 deputados federais
  • Novo – 1 deputado federal
  • União Brasil – 1 deputado federal
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