
Floripa foi a cidade escolhida para receber o primeiro show da reestreia da turnê Ivete Clareou, um projeto que nasce de uma vontade da artista de homenagear Clara Nunes.
Mas, como tudo que passa por Ivete, o show não se limita a uma proposta.
Foi um espetáculo do tamanho da sua versatilidade.
Mais de cinco horas de apresentação, sem pausas, sem saída de palco, conduzindo o público do início ao fim com a mesma intensidade. Nem mesmo um problema técnico no começo, que interrompeu o show por cerca de 30 minutos, foi capaz de esfriar o clima.
Quando voltou, voltou como se nada tivesse acontecido.
Uma artista que atravessa ritmos
Ivete Clareou parte do samba, passa pelo pagode e encontra, no meio do caminho, os grandes sucessos da cantora.
O resultado é um show que não cabe em um único gênero, assim como a própria Ivete.
Mais do que cantar, ela conduz. Costura repertórios, cria conexões, transforma diferentes momentos em uma experiência contínua.
E faz isso com naturalidade.
Palco aberto, energia compartilhada
Em meio à grandiosidade do espetáculo, há espaço também para encontros.
Artistas catarinenses como o Quinteto S.A. e o grupo Entre Elas participaram da noite, dividindo o palco com Ivete em um gesto que reforça uma marca importante da sua trajetória: a capacidade de abrir espaço e somar vozes.
Sem perder o protagonismo, mas ampliando o palco.
Ao longo da noite, o público permaneceu entregue. Cantando, dançando, acompanhando cada virada do show.
Porque, no fim, Ivete não depende do ritmo que canta.
Ela é o ritmo.
E é por isso que, em qualquer proposta, em qualquer fase, em qualquer palco, segue sendo o que o público já sabe há muito tempo.
A maior estrela da música brasileira.




