Na tarde desta terça-feira, 17, representantes do cooperativismo, das agroindústrias e entidades de representação do agro catarinenses entregaram a parlamentares da bancada de Santa Catarina, em Brasília, o “Manifesto do Cooperativismo e das Agroindústrias Catarinenses pela Modernização Responsável da Jornada de Trabalho”. O documento, assinado por nove entidades, foi encaminhado aos deputados federais Carlos Chiodini, Gilson Marques, Ismael dos Santos, Valdir Cobalchini, Ricardo Guidi, Júlia Zanatta, Geovania Sá e Zé Trovão, além dos senadores Esperidião Amin e Ivete da Silveira.

“Nós defendemos a modernização das relações de trabalho, mas ela precisa ocorrer com base técnica, previsibilidade e diálogo. Tomar uma decisão estrutural em ano político-eleitoral aumenta o risco de escolhas apressadas, sem avaliação adequada de impactos. O cooperativismo catarinense quer contribuir com soluções equilibradas, que preservem competitividade, empregos formais e segurança jurídica”, afirma o presidente do Sistema OCESC, Vanir Zanatta.
A entrega reforça a mobilização do setor diante da proposta de redução da jornada semanal em debate no Congresso Nacional e seus potenciais efeitos em cadeias que dependem de escala e regularidade, como linhas de produção, indústrias, lojas, granjas e frigoríficos.
Com base em levantamento citado no documento, a redução da carga horária semanal pode gerar impacto estimado de R$ 10,8 bilhões por ano somente para cooperativas e agroindústrias catarinenses. O texto também registra que o setor mantém 102.402 empregos diretos no estado e projeta necessidade de novas contratações em cenários de redução de jornada, com custos mensais relevantes para as operações, que resultariam em efeitos diretos sobre competitividade e inflação, via repasse de custos ao consumidor.
Além do alerta econômico, o manifesto apresenta princípios e propostas para uma modernização com previsibilidade e segurança jurídica, com ênfase em produtividade, diferenciação setorial e regional, negociação coletiva e transição responsável, com avaliação de impactos e participação social ampla.
Ao final, o documento recomenda que a matéria não seja pautada, discutida ou votada no ano político-eleitoral, para garantir um ambiente institucional mais propício à construção de consensos e evitar decisões pressionadas que comprometam a qualidade das políticas públicas e seus efeitos sobre o emprego formal, a produtividade e a competitividade do país.
Assinaram o manifesto o Sistema OCESC, FAESC, FECOAGRO, FETAESC, SINDICARNE, AINCADESC, ACAV, SINDILEITE SC E SICOOB SC/RS.







