A coluna desta segunda-feira destaca o que foi assunto no fim de semana, incluindo a festa de aniversário de Carlos Chiodini (MDB) e a mudança percebida na forma como a classe política abordou o tema do Dia Internacional da Mulher. Tem ainda o evento ocorrido na Alesc sobre o combate à violência contra as mulheres, no qual uma secretária de Estado foi vaiada.
Seminário pelo fim da violência
Na última quinta-feira, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina reuniu um público expressivo para o seminário Vivas e Decididas, organizado pela deputada estadual Luciane Carminatti (PT), que contou com representantes dos principais Poderes do estado. O encontro relembrou as 52 mulheres vítimas de feminicídio em Santa Catarina no ano passado. Cinquenta e dois homens foram convidados para representar cada uma das mulheres mortas. (Leia a matéria publicada por Sol Urrutia clicando aqui).
A iniciativa, por si só, merece reconhecimento, já que a luta pelo fim da violência contra as mulheres envolve toda a sociedade. No entanto, as violências sofridas por mulheres, não raro, também são fomentadas por outras mulheres. Um grupo presente no encontro vaiou a secretária de Estado da Assistência Social, Adeliana Dal Pont. Entre os motivos estaria o fato de ela representar o governador Jorginho Mello e também porque, segundo a secretária nacional do Ministério das Mulheres, Estela Bezerra, Santa Catarina ainda não teria assinado o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, informação que depois foi corrigida.
O mal-entendido foi esclarecido pela deputada Luciane Carminatti, que destacou que o Estado está viabilizando os ajustes necessários para integrar o plano. O pacto nacional já foi assinado pelo governador Jorginho Mello, segundo a própria secretária nacional. O que ocorreu foi a necessidade de ajustes no documento inicialmente entregue, algo que já foi feito.
Nenhuma mulher merece ser hostilizada no exercício de sua função, especialmente por outras mulheres. Ainda que haja divergências ideológicas entre os grupos políticos presentes no encontro, o respeito que exigimos deve ser o mesmo que oferecemos. É possível que homens e mulheres, direita e esquerda, estejam juntos nesse tema. Vaiar uma mulher, como foi o caso, não contribui em nada para o combate a essas violências.

Mudanças percebidas neste 8 de março
É inegável a mudança de postura de representantes políticos neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher. A data que, costumeiramente, era marcada por uma série de publicações na cor rosa e por frases que pouco tinham a ver com o tema abriu espaço, desta vez, para reflexões urgentes para a sociedade. As publicações em tom festivo, em sua maioria, foram substituídas por abordagens que expõem a realidade enfrentada pelas mulheres no dia a dia. Essa mudança, ainda que sutil, é fruto da crescente discussão em torno do assunto, debate que precisa envolver homens e mulheres. Aos homens que tiveram coragem de tratar disso, saibam que vocês são importantes nessa luta.
Chiodini’s Day
O deputado federal Carlos Chiodini, do signo de Peixes e presidente estadual do MDB, foi o aniversariante deste domingo, dia 8. Mas escolheu a sexta-feira (6) para reunir o bonde emedebista e comemorar a data. A lista de convidados não foi pequena e o evento, realizado em Itajaí, foi bastante prestigiado. Os detalhes sobre a festa você pode ver clicando aqui.
Um dos convidados contou que o jovem aniversariante de 44 anos não discursou, mas nem por isso o encontro foi “menos político”. Com a presença do presidente nacional da sigla, Baleia Rossi, além de empresários e parlamentares de outros partidos, incluindo o PSD, Chiodini está, como dizem, “solto na campanha”.



Jorginho lidera pesquisa
A Jovem Pan News Florianópolis realizou a primeira pesquisa registrada sobre o cenário das eleições deste ano em Santa Catarina. Na pesquisa estimulada, quando o entrevistador apresenta os nomes dos pré-candidatos, o resultado foi este:
Jorginho Mello (PL – 22): 56,2%
João Rodrigues (PSD – 55): 15,5%
Gelson Merísio (Solidariedade – 77): 3,4%
Afrânio Boppré (PSOL – 50): 2,6%
Não sabe dizer: 12,9%
Branco/nulo/não vai votar: 9,5%
O diabo loiro veste Prada
Por falar em Gelson Merísio, na última semana ele circulou pela Serra Catarinense ao lado do deputado estadual Fabiano da Luz (PT), em agenda de pré-campanha. A coluna registrou o fato no Instagram em @magastopassoli.
O que chamou a atenção da audiência sempre atenta foi o sapato escolhido por Merísio, carinhosamente apelidado de “Diabo Loiro”, desde os tempos de Alesc. Era um modelo da grife italiana Prada, que pode custar quase R$ 10 mil. Já podemos dizer que o Diabo Loiro veste Prada.

Prada: só não gosta quem não tem. Fabiano da Light, Gelson Merísio e Luci Choinacki.






