O clima que já era tenso na Câmara de Vereadores de Joinville agora ganhou novo episódio ainda mais explosivo e desta vez chegou virou caso de polícia. O vereador Henrique Deckmann (MDB) registrou um boletim de ocorrência (BO) na noite de sexta-feira contra o também vereador Cleiton Profeta (PL). A acusação é de uma suposta agressão que teria ocorrido durante uma reunião a portas fechadas com a presença de todos os vereadores. O BO foi feito pelo advogado João Eduardo Demathé.

O episódio envolve uma troca de acusações depois de uma reunião na última quarta-feira (25), na sala VIP da Câmara de Vereadores, convocada pelo presidente do legislativo Diego Machado (PSD). A pauta era acalmar o embate entre vereadores governistas e o vereador Cleiton Profeta, principal opositor ao governo Adriano Silva. Durante a reunião, o oposicionista teria falado e depois se levantando para sair, pois, segundo ele, tinha agendada uma outra reunião. Henrique Deckmann protestou e houve uma discussão ríspida.
Profeta diz que foi empurrado por Henrique, que por outro lado acusa o colega de lhe acuar aos gritos, o chamando de “velho gagá”, a ponto de fazer ele dar uns passos para trás. A cena teria sido presenciada por todos os vereadores que estavam na sala.
Caso deve parar no Conselho de Ética
A situação causou ainda mais desconforto entre oposição e situação na Câmara. O ápice veio com o registro de Boletim de Ocorrência. O documento não deixa claro agressão física, mas é registrado com a acusação de “crime ou contravenção”. O caso deve pautar as próximas sessões legislativa e deve ser levado para o Conselho de Ética, presidido pelo vereador Neto Petters (NOVO) que ultimamente tem travado embates acalorados com Profeta. A formação do conselho não é nada favorável ao vereador de oposição. Os outros membros são os vereadores Lucas de Souza (Republicanos), Mateus Batista (União Brasil) e Pastor Ascendino Batista (PSD). Lucas e Mateus também são desafetos declarados de Profeta.
Profeta diz que foi empurrado
O vereador Profeta se defendeu dizendo que foi empurrado por Henrique e que não praticou qualquer violência. Ele acredita que outros vereadores que presenciaram a cena também podem testemunhar sobre o caso. “Podem não gostar de mim, mas eu sou pela verdade. Não me pauto pela mentira. Fui empurrado e não agredi ninguém. Os vereadores sabem disso. Apenas me defendi com palavras”, argumenta.
O vereador Henrique Deckmann diz que preferiu no momento registrar o boletim de ocorrência através de seu advogado.






