
Embora a eleição seja apenas em outubro e as convenções partidárias ocorram entre o fim de julho e o início de agosto, os movimentos políticos já garantem horas extras aos jornalistas catarinenses. Depois de PSD e Progressistas, a bola agora está com o MDB. Dividido internamente, o partido volta a ocupar o papel de noiva da vez.
Isso porque o governador Jorginho Mello (PL) não desistiu de ter o MDB em seu projeto de reeleição. No último sábado, conversou com o presidente da sigla, deputado federal Carlos Chiodini, e nesta segunda-feira reúne prefeitos, vices e lideranças do partido para um “bate-papo”, no Hotel Majestic, em Florianópolis.
Para Chiodini o movimento do governador é natural na busca pela ampliação de sua base política para a disputa eleitoral, mas sua posição segue mantida: “O MDB não tem como não estar em um projeto como protagonista”, disse, ao se referir ao apoio já anunciado ao ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD).
Os movimentos de Jorginho ocorrem em meio à divisão interna do MDB catarinense. Enquanto o grupo liderado por Chiodini, que detém a maioria dos parlamentares da sigla, está alinhado a João Rodrigues, deputados como Valdir Cobalchini, Jerry Comper e Fernando Krelling, além dos suplentes Emerson Stein e Cleiton Fossá, defendem ficar ao lado do governador.
Para evitar o desgaste que a divisão pode provocar, Chiodini deve propor nos próximos dias a realização de uma consulta prévia ao diretório estadual — um encaminhamento que anteciparia a decisão emedebista, sem necessidade de levar o debate até a convenção, prevista para o fim de julho ou início de agosto.
Até lá, Jorginho deve intensificar o diálogo para atrair lideranças, especialmente prefeitos, que mantêm relação direta com o governo do Estado em seus municípios.
Por sua vez, após o MDB ter sido preterido por Jorginho na vaga de vice, João Rodrigues se antecipou para garantir a sigla em sua composição. O pessedista oficializou, com a chancela de Chiodini, os espaços do partido na chapa majoritária. No seu projeto, o MDB indicará o candidato a vice-governador, além da primeira suplência de Esperidião Amin (Progressistas) ao Senado.







