
O pré-candidato ao governo de Santa Catarina, João Rodrigues (PSD), tem alguns desafios pela frente, mas dois deles são prioridades: ocupar o mapa e marcar território junto aos aliados. O pessedista sabe que precisa estadualizar o nome para tornar-se mais conhecido do eleitor catarinense e consolidar o apoio das siglas já anunciadas em seu projeto.
Rodrigues inicia em maio uma caravana pelo interior do Estado ao lado de lideranças do PSD, MDB e da Federação União Progressista. A agenda conjunta com Esperidião Amin (Progressistas), Carlos Chiodini (MDB) e Fábio Schiochet (União Brasil) deve começar pelo extremo Sul catarinense já na próxima semana.
A ideia é percorrer diferentes regiões para ouvir demandas, colher sugestões para o plano de governo e, ao mesmo tempo, alinhar o discurso entre os partidos que compõem o bloco anunciado em março deste ano em coletiva à imprensa.
A ofensiva, que já estava prevista no calendário do PSD, ocorre em meio à disputa por apoios dentro das próprias siglas. Tanto MDB quanto Progressistas ainda convivem com divisões internas entre lideranças que estão com Rodrigues e aquelas que seguem no campo do governador Jorginho Mello (PL). A caravana surge, portanto, como instrumento de aproximação com o eleitor e de pressão política interna.
Segundo o presidente estadual do PSD, Eron Giordani, o roteiro será dividido por regiões. “No mês de maio faremos três encontros regionais no Sul, incluindo o extremo Sul, depois outros três no Planalto Norte e possivelmente dois no Vale do Itajaí”, afirmou.
Além dos encontros, a comitiva deve cumprir agendas em seis a oito municípios por dia, com visitas a entidades e instituições locais. A proposta é ampliar o diálogo para além do ambiente partidário, com passagens por associações empresariais, organizações da área da saúde, associações comerciais e iniciativas consideradas bem-sucedidas.
A programação detalhada deve ser divulgada pelo PSD ainda nesta semana.







