
A confirmação do ex-prefeito de Araquari Clenilton Pereira (União) como suplente de deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) ao Senado representa mais do que uma simples composição eleitoral. É mais um movimento de João Rodrigues para ampliar a presença política do Norte catarinense em seu projeto de governo para 2026.
A região que concentra a maior população, a maior economia e uma das mais expressivas arrecadações do Estado reclama da falta representatividade nas grandes decisões políticas de Santa Catarina. Por isso, cada espaço conquistado em uma chapa majoritária tem peso simbólico e estratégico.
João Rodrigues parece ter compreendido essa lógica. Ao ter Antídio Lunelli para a disputa ao Senado e agora agregar Clenilton Pereira como suplente, fortalece a conexão com o Norte representado por Jaraguá do Sul e Araquari. É um gesto político que conversa diretamente com um eleitorado acostumado a cobrar mais protagonismo estadual.
Clenilton chega à chapa carregando uma trajetória construída na gestão pública, no associativismo empresarial e no desenvolvimento regional. Traz consigo algumas bandeiras importantes para a região. O movimento tem ainda outro significado. Mostra que a eleição de 2026 começa a deixar de ser apenas uma disputa entre projetos ideológicos para entrar no terreno da geografia eleitoral. Quem conseguir montar uma chapa capaz de representar as diferentes regiões do Estado sairá na frente.
Enquanto o governador Jorginho Mello trabalha para consolidar sua base de reeleição e o prefeito de Joinville, Adriano Silva, surge como um dos principais ativos políticos do Norte, João Rodrigues busca construir pontes e ocupar espaços que considera estratégicos. A inclusão de Clenilton Pereira é mais uma peça nesse tabuleiro.
Mas ainda falta Joinville ser melhor representada. E os candidatos ao governo sabem que ignorar essa realidade pode custar caro nas urnas. A disputa estadual ainda irá começar oficialmente. Porém uma coisa fica no imaginário de quem pretende governar Santa Catarina. A eleição precisa, necessariamente, passar pelo Norte.





