04/06/2026

Florianópolis avança quando decide planejar com dados, técnica e foco nas pessoas. Por Rafael Hahne

Artigo de Rafael Hahne, Secretário de Infraestrutura e Manutenção de Florianópolis

O crescimento e o desenvolvimento de Florianópolis nos últimos anos, sob a coordenação do prefeito Topázio Neto, mostram que boas transformações urbanas não acontecem por acaso, mas são resultados de gestão pública orientada por equipes técnicas qualificadas, decisões baseadas em dados e visão clara de futuro. Quando planejamento e execução caminham juntos, os efeitos aparecem de forma concreta no dia a dia da população.

Um dos exemplos mais evidentes desse processo está no sistema de transporte coletivo da Capital. Historicamente, Florianópolis é uma cidade marcada pelo uso intensivo de veículos individuais — realidade que se destacou após a pandemia, especialmente com o aumento expressivo de motocicletas nas vias. Diante desse cenário, o desafio é claro: recuperar passageiros e tornar o transporte coletivo novamente atrativo. E isso só se torna possível com um sistema mais moderno, ágil e confiável.

Desde outubro de 2025, ajustes técnicos e operacionais vêm sendo implementados no sistema, em trabalho contínuo de melhoria. Além de relevante renovação de frota, medidas aparentemente simples, mas tecnicamente bem fundamentadas, passaram a gerar ganhos expressivos de qualidade, regularidade e tempo de viagem.

Marco importante desse processo ocorreu em janeiro de 2026, com o fim do pagamento em dinheiro embarcado nos ônibus. Dados operacionais mostram que essa modalidade era responsável por atrasos significativos em diversas linhas, chegando a mais de 20 minutos em determinados trajetos. A decisão, baseada em evidências concretas, resultou em viagens mais rápidas, operação mais eficiente e maior previsibilidade para os usuários.

Os resultados não demoraram a aparecer. Em abril de 2026, mais de 97% dos passageiros já utilizavam algum tipo de cartão do transporte da cidade — um indicativo claro de que a transição foi bem-sucedida. A criação do cartão turista também foi fundamental para enfrentar o histórico aumento dos pagamentos em dinheiro durante a temporada de verão, período de alta demanda e grande presença de visitantes.

Esse conjunto de avanços reforça um princípio fundamental: o transporte coletivo só se torna atrativo quando é mais ágil do que o transporte individual. Para isso, todo sistema eficiente precisa estar sustentado em dois pilares essenciais. O primeiro é uma boa infraestrutura urbana, com corredores exclusivos e prioridade viária. O segundo é uma operação qualificada, que exige ajustes diários, monitoramento constante e decisões técnicas bem calibradas. É um verdadeiro trabalho de formiguinha, contínuo e silencioso, mas absolutamente decisivo.

Aliás, falando em formiguinha, Florianópolis também se destaca por iniciativas inovadoras e socialmente transformadoras, como o sistema de transporte gratuito do Maciço do Morro da Cruz. Com a marca impressionante de mais de 2,3 milhões de passageiros, o projeto promoveu uma profunda mudança na mobilidade e na qualidade de vida de milhares de moradores, reforçando o papel do transporte como ferramenta de inclusão social.

Agora, com a coordenação da região Sul no Fórum Nacional de Secretários de Mobilidade Urbana e a aprovação do novo marco legal do transporte coletivo, o desafio se amplia. O compromisso passa a ser não apenas local, mas regional: continuar aprimorando o sistema, integrando políticas e transformando efetivamente a forma de deslocamento das pessoas na Grande Florianópolis.
Os avanços já indicam qual é o caminho correto. Planejar com dados, executar com técnica e colocar as pessoas no centro das decisões segue sendo a melhor rota para uma cidade mais eficiente, justa e preparada para o futuro. Em frente!

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