22/05/2026

Eleições: El Niño também está no radar do TRE/SC

Com previsão de um segundo semestre marcado por chuvas intensas e risco de enchentes provocado pelo fenômeno El Niño, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/SC) já trabalha com estratégias preventivas para garantir a votação e transmissão dos dados em todo o Estado.

Antes mesmo do Governo de Santa Catarina decretar estado de alerta climático diante dos riscos associados ao fenômeno, o TRE/SC  já vinha discutindo internamente cenários de contingência para as eleições deste ano. Em um Estado historicamente impactado por enchentes, alagamentos e deslizamentos, a preocupação da Justiça Eleitoral é garantir que eventuais eventos climáticos não comprometam o acesso dos eleitores às urnas nem a segurança da operação eleitoral.

Em entrevista ao Portal Upiara, o presidente do TRE/SC, desembargador Carlos Roberto da Silva afirmou que a previsão de um segundo semestre mais chuvoso já integra o planejamento logístico da eleição de outubro. Segundo ele, o Tribunal trabalha com planos alternativos para assegurar tanto a realização da votação quanto a transmissão dos dados eleitorais em todas as regiões do Estado.

“Estamos nos preparando para uma hipótese como essa. Vamos imaginar um período de cheias. Santa Catarina, infelizmente, sofre com isso. Temos que estar preparados”, destacou.

A principal preocupação envolve justamente os locais de votação situados em áreas historicamente atingidas por enchentes. De acordo com o presidente, o Tribunal já avalia possibilidades de remanejamento caso escolas ou espaços públicos utilizados nas eleições fiquem comprometidos pelas chuvas.

“É pensar nos locais de votação, na acessibilidade dos locais de votação. Se você tem uma escola em um local em que uma enchente normalmente alcança, temos que ter um plano B. Eventualmente não realizar naquela escola e ir para outro espaço livre”, explicou.  

Além dos locais de votação, o TRE também mantém protocolos para garantir o transporte dos dados eleitorais mesmo diante de dificuldades climáticas. O sistema brasileiro não utiliza transmissão dos votos pela internet pública. Após o encerramento da votação, os dados são retirados fisicamente das urnas e encaminhados aos pontos de transmissão da Justiça Eleitoral.

Neste ano, inclusive, o TRE/SC pretende ampliar os chamados postos de transmissão em regiões mais distantes dos cartórios eleitorais, reduzindo o tempo necessário para envio das informações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Presidente do TRE/SC, desembargador Carlos Roberto da Silva.

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