Com palestras de especialistas nacionais, debate sobre direitos e práticas inclusivas, o evento promovido pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) encheu o Centro de Eventos Manoel Marchetti com mais de 1.300 participantes.

A iniciativa foi do deputado estadual Lucas Neves (Podemos), por meio da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e da Escola do Legislativo da Alesc.
O seminário nasceu de uma escuta. Segundo o deputado Lucas Neves, a demanda partiu das próprias famílias e profissionais da região, que há muito pediam um espaço qualificado de formação e diálogo sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
“A gente quis trazer esse debate para perto de quem mais precisa, as famílias que lutam todo dia e os profissionais que estão na linha de frente”, disse o parlamentar.
A programação, iniciada às 7h, percorreu temas como estratégias pedagógicas para sala de aula, intervenção precoce, vínculo emocional, práticas inclusivas no neurodesenvolvimento, Plano Educacional Individualizado (PEI) e direitos jurídicos das pessoas autistas. O público reuniu profissionais da educação, saúde e assistência social, além de famílias atípicas do Alto Vale do Itajaí.
Nomes de peso no palco do Alto Vale
Quatro especialistas de expressão nacional estiveram no palco: a pedagoga e psicomotricista Luciana Brites (Instituto Neurosaber), a neuropsicóloga Dra. Marjorie Jasper (criadora do Método Jasper), a pedagoga Maria José Lozano (FCEE/UDESC) e a advogada Dra. Naiara Corrêa (OAB/IBDFAM-SC). Juntas, cobriram desde práticas educativas baseadas em evidências até os direitos e garantias legais das pessoas autistas.
Quase 10 mil pessoas em menos de 40 dias
O resultado de Ibirama impressiona por si só, mas ganha ainda mais força quando somado ao esforço dos últimos meses. Em menos de 40 dias, o deputado Lucas Neves reuniu quase 10 mil pessoas em torno da causa autista em Santa Catarina, somando os seminários realizados em Lages, Joaçaba e Ibirama. E junho ainda reserva mais um capítulo: o próximo encontro está marcado para São Joaquim.
“Ver professores, médicos, assistentes sociais e mães no mesmo ambiente, aprendendo juntos, trocando experiências, é o que move o meu trabalho. Isso aqui é só o começo, porque a pessoa com transtorno do espectro autista não quer ouvir discursos, ela precisa de ações concretas”, reforçou.
O evento no Alto Vale contou com o apoio da Prefeitura de Ibirama, AMA de Ibirama, APAE, CRE de Ibirama, Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE), AMAVI e demais entidades parceiras. A programação incluiu acessibilidade em Libras, reforçando o compromisso com a participação de todos.






