Para que as projeções dos dirigentes partidários de Santa Catarina se confirmem, seria preciso ampliar em pelo menos dez cadeiras a Assembleia Legislativa — que hoje conta com 40 vagas. Algo fora de cogitação, ao menos para a próxima eleição.

Para que alguns acertem as projeções, o certo é que outros terão de perder cadeiras no parlamento catarinense.
O PL é um exemplo desse otimismo. A sigla elegeu 11 deputados em 2022 e agora trabalha com a meta de chegar a 15. Na prática, porém, já soma 14 parlamentares após a recente dança das cadeiras. Dois deles não disputarão a reeleição: Maurício Skudelark, que deve apoiar a ex-prefeita Chica Schilchting, de Salete, e Sargento Lima, que pretende concorrer à Câmara Federal.
Além de Chica, o partido tem uma fila extensa de pré-candidatos: o ex-deputado Bruno Souza, o delegado Ulysses Gabriel, os ex-prefeitos Saulo Sperotto (Caçador), Juliana Maciel (Canoinhas) e Rafael Caleffi (São Lourenço do Oeste), o suplente de deputado federal Leandro Sorgatto, além de Guilherme Colombo, Wilian Tonezzi, entre outros.
No MDB, hoje com seis deputados e segunda maior bancada, apenas Wolnei Weber não tentará novo mandato — ele deve apoiar o ex-prefeito de Orleans, Jorge Koch. Ainda assim, a expectativa interna é de crescimento, com dirigentes falando em pelo menos mais duas cadeiras.
Entre os nomes cotados estão os suplentes Emerson Stein, Cleiton Fossá e Adilson Girardi, além de estreantes como João Cobalchini (presidente da Câmara de Florianópolis), Emerson Mass (ex-prefeito de Mafra), Andressa Pera e Leatrice Bess.
O Republicanos, que passou a contar com dois deputados após reforço em abril, também mira expansão. O presidente estadual, Jorge Goeten, trabalha para ao menos dobrar a bancada, impulsionado por novas filiações e pelo apoio do governador Jorginho Mello.
Federação União Progressista mira crescimento
A federação entre PP e União Brasil soma hoje cinco deputados estaduais e projeta ampliar esse número em pelo menos duas cadeiras.
No PP, José Milton Scheffer deve disputar vaga na Câmara Federal, abrindo espaço para novas lideranças, especialmente no Sul do estado. O PP trabalha ainda outros nomes para Alesc, nas demais regiões do Estado.
Já o União Brasil, que manteve Sérgio Guimarães e incorporou Vicente Caropreso, aposta na candidatura do ex-prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, como principal trunfo, entre outros.
Bancadas do “eu sozinho” também sonham com ampliação
Siglas com bancadas reduzidas também projetam crescimento. Podemos, Novo, PDT, PSDB e PSOL trabalham para aumentar representação.
No Podemos, a deputada Paulinha —única deputada— fala em eleger ao menos três nomes. Entre as apostas estão Fábio Botelho —ex-chefe de gabinete do prefeito Topázio — e Osmar Teixeira, que disputou a Prefeitura de Itajaí, em 2024.
O Novo, hoje com Matheus Cadorin, aposta na visibilidade da chapa majoritária de Jorginho Mello, que terá o prefeito de Joinville, Adriano Silva, como vice.
O PSDB, que perdeu um dos dois deputados eleitos em 2022, também projeta recuperação. O presidente estadual, Marcos Vieira, fala em alcançar três cadeiras. PDT e PSOL seguem estratégia semelhante, reforçando suas chapas proporcionais.
PSD e PT apostam em efeito majoritário
O PSD, que terá João Rodrigues na disputa pelo governo, conta atualmente com quatro deputados estaduais, incluindo Nilson Berlanda. A possível candidatura de Julio Garcia à Câmara Federal pode abrir espaço para renovação. Entre as apostas estão o ex-prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, e a ex-deputada Marlene Fengler.
No PT existe muito otimismo com a ampliação de pelo menos um deputado estadual. Hoje a sigla tem quatro. O partido aposta em crescimento fortalecido pela candidatura do presidente Lula, colocando candidatos em todas as regiões do Estado.





