26/04/2026

El Niño avança no radar, pressiona custos e coloca o agro de SC em alerta

A possibilidade de formação do El Niño no segundo semestre já mobiliza Santa Catarina e acende um alerta no campo. Com previsão de mais chuva no Sul, risco de enxurradas, impacto sobre a operação nas lavouras e pressão adicional nos custos, a coluna de hoje mostra como Epagri e Defesa Civil começaram a se preparar para o fenômeno.

Você vai acompanhar também a projeção de safra recorde no país, a alta do diesel que encarece a mecanização e a logística rural, e a conquista de um queijo catarinense que reforça a força do agro quando transforma produção em valor.

Mais chuva, mais risco e mais pressão sobre o campo

O cenário projetado para o Sul do Brasil não deixa dúvida:

  • aumento significativo das chuvas
  • maior risco de enxurradas e inundações
  • deslizamentos de terra
  • tempestades severas com granizo e vendavais
  • possibilidade de microexplosões e até tornados

E mais: há 25% de chance de o fenômeno atingir forte intensidade.

   O problema não é só chover.

É chover no momento errado.

Para o agro, isso significa:

  • solo encharcado
  • dificuldade de operação com máquinas
  • aumento de doenças fúngicas
  • perda de produtividade

Do café à soja: impactos desiguais no Brasil

O El Niño não afeta o país de forma uniforme.

No Sul:
   Excesso de chuva

No Norte e Nordeste:
   Risco de seca

Segundo o Inmet, o fenômeno altera completamente a dinâmica climática do país.

No campo:

  • trigo e culturas de inverno podem sofrer com excesso de umidade
  • café e cana podem ter colheita prejudicada entre setembro e novembro
  • soja e milho podem ter condições mais favoráveis em algumas regiões

  Tradução direta: não é um problema igual para todos. Mas é risco para todos.

Safra recorde no papel e interrogação no clima

Enquanto o clima preocupa, a produção projeta recorde.

A safra 2025/26 está estimada em 356,3 milhões de toneladas, segundo a Conab.

Os números impressionam:

  • soja: 179,2 milhões de toneladas
  • milho: 139,6 milhões de toneladas
  • área plantada: crescimento de 2%

   Mas tem um detalhe: boa parte dessa conta ainda depende do clima.

Diesel dispara e o custo da mecanização sobe no campo

E não é só o clima que preocupa.

A guerra no Oriente Médio também chegou à lavoura.

O conflito na região do Estreito de Ormuz pressionou o petróleo e o diesel em Santa Catarina.

Segundo a Epagri:

  • o diesel subiu de R$ 6,14 para R$ 7,33
  • alta com impacto direto no custo operacional

As culturas mais afetadas:

  • maçã
  • arroz
  • cebola

E o impacto vai além:

   O transporte terrestre responde por até 70% do custo logístico no estado.

   Resultado: o campo paga a conta de um conflito global.

De SC para o mundo: queijo brasileiro é eleito o melhor do planeta

E, no meio de tanta pressão, uma boa notícia e com sotaque catarinense.

O queijo Reserva do Vale, produzido em Pouso Redondo (SC), foi eleito o melhor do mundo no Mundial do Queijo.

Detalhes que fazem diferença:

  • maturação de 12 meses
  • produção familiar
  • controle total da matéria-prima

   O resultado: superou concorrentes de mais de 20 países.

   Leitura clara: quando agrega valor, o agro brasileiro compete em qualquer lugar.

Entre o céu e o solo, o agro segue em alerta

A semana termina com um cenário que mistura tudo:

  • clima imprevisível
  • custo pressionado
  • produção recorde no papel

E um produtor que precisa tomar decisão agora, sobre uma safra que depende do que ainda vai acontecer.

Santa Catarina já começou a se preparar.

O Brasil acompanha.

   Porque, no agro, antecipar não é vantagem. É sobrevivência.

Boa sexta-feira, Agroamigos.

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