A definição do adversário prioritário para a sucessão estadual de 2026 deu o tom do episódio 11 do podcast SCC Upiara, que recebeu Bruno Mello, vice-presidente do PL, e o deputado federal Jorge Goetten (Republicanos). Na conversa com o jornalista Upiara Boschi, Bruno Mello foi direto ao minimizar a rivalidade com o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), ao ser questionado sobre quem seria o opositor direto de seu pai, o governador Jorginho Mello.
– Hoje a candidatura que nós temos que enfrentar realmente é a candidatura da esquerda. Nosso Estado não pode ter novamente um candidato da esquerda indo para o segundo turno – afirmou Bruno, enfatizando que o objetivo estratégico do grupo é evitar a repetição do cenário de 2022, quando Décio Lima (PT) enfrentou Jorginho no segundo turno.
Para Bruno Mello, a fragmentação da direita é o único fator que poderia dar sobrevida aos partidos de oposição.
– A esquerda, a hora que ela se aglutina, ela vem com uma quantidade de votos que passa de 20%, 25%. Esse é o nosso principal adversário: fazer com que a gente não repita o que aconteceu no passado – pontuou o articulador.
Reforçando a tese de união do campo conservador, ele defendeu a montagem de um bloco coeso que inclui Republicanos, Podemos e o Novo, este último já com a indicação de vice na chapa majoritária.
– O que nós fizemos dentro do Republicanos, do Podemos e do Novo é uma construção para um projeto de uma coligação que se avizinha – explicou.
Jorge Goetten: “Republicanos é mais CNPJ que CPF”
Jorge Goetten corroborou a estratégia de focar no confronto ideológico e destacou a lealdade do Republicanos a esse projeto, independentemente de arranjos nacionais.
– Independente do posicionamento nacional, o Republicanos estaria no projeto de reeleição do governador Jorginho. Ficou muito claro desde o começo – afirmou Goetten, que vê no interior do Estado o combustível para essa polarização.
– Eu ando muito na estrada e sinto o desânimo dos adversários e o ânimo do nosso pessoal. O objetivo principal é a reeleição do governador, porque de nada adianta nós nos elegermos e não reelegermos o Jorginho –, completou o deputado.
A organização interna desse “blocão” liderado pelo PL também passou pela matemática das nominatas, processo que Bruno Mello comparou à montagem de um time de futebol.
– A janela partidária é o momento de você começar a escalar o time. Às vezes o jogador vai jogar como atacante, vai jogar como lateral – disse Bruno, justificando inclusive a cessão de nomes para fortalecer os partidos aliados.
Jorge Goetten encerrou reforçando o espírito de corpo do grupo:
– O diferencial do Republicanos é pensar mais no CNPJ do que no CPF. Nós temos um desprendimento e o resultado disso é a condição de apresentar os candidatos que estamos apresentando para Santa Catarina.





