
A movimentação nos bastidores políticos de Santa Catarina ganhou novo capítulo nas últimas horas e, mais uma vez, passa por Joinville a busca por um protagonismo nas eleições deste ano. Lideranças ligadas ao prefeito de Chapecó, João Rodrigues, intensificaram a busca por um nome de Joinville para compor como vice em sua chapa. A estratégia é clara: equilibrar o jogo eleitoral diante do movimento já consolidado do governador Jorginho Mello, que tem o prefeito de Joinville, Adriano Silva, como pré-candidato a vice-governador. Adriano renunciou ao cargo nesta quinta-feira (2) para dedicar-se integralmente à campanha. A leitura é simples e já tradicional na política catarinense. Não é bom perder Joinville do foco.
É nesse ponto que a disputa se afunila. A articulação de João Rodrigues mira diretamente o MDB de Joinville. O partido, especialmente em sua ala local, não engoliu a condução estadual que definiu o alinhamento com o projeto de Chapecó sem ouvir suas lideranças. Dentro desse grupo, o deputado estadual Fernando Krelling mantém posição firme de defender o apoio à reeleição de Jorginho Mello. O ex-prefeito de Joinville, o empresário Udo Döhler também manifestou descontentamento com a decisão do diretório estadual.
E aí entra o fator decisivo e mais pragmático do que ideológico. Nos bastidores, uma frase tem sido repetida com frequência: “Joinville está acima do partido“. Traduzindo: diante de duas chapas competitivas, a tendência de parte significativa das lideranças locais é permanecer com quem garante protagonismo direto à cidade. Nesse caso, a presença de Adriano Silva como vice pesa, e muito.
E Joinville mais uma vez, briga por um espaço de protagonista. As lideranças políticas tem intensificado posicionamento de maior participação nas esferas de poder. Atualmente, o governo Jorginho Mello tem o núcleo de joinvilense formado pela vice-governadora Marlisa Boehm e o secretário estadual da Fazenda, Cleverson Siewert.





