O deputado estadual Jair Miotto (União Brasil), que é presidente da Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia e Inovação, da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), destacou a participação da Algas Brasil na COP 28. Localizada no Ribeirão da Ilha, em Florianópolis, a empresa é a primeira fazenda marinha de Santa Catarina a realizar o cultivo comercial da macroalga Kappaphycus alvarezii.
Uma delegação da Algas Brasil participou da COP 28. O grupo foi formado pelos CEOs, Aldair Júnior e Sandra Anversa, pelo diretor de Negócios, Adriano Cláudio, pelo diretor de Produção, Gabriel Santos, e pelo diretor de P&D, Brener Marra.
A participação se deu depois do convide feito por um programa de uma empresa ligada ao Governo Escocês e à ONU que trabalha identificando startups no mundo, que tenham um produto e um serviço que impactem, positivamente, o meio ambiente, principalmente, relacionado a questões climáticas e ao carbono zero.
A macroalga produz a carragenana, usada como espessante pelas indústrias farmacêuticas, cosmética, química e alimentícia. A liberação do cultivo comercial da macroalga Kappaphycus alvarezii é recente em Santa Catarina, ocorreu em janeiro de 2020. Até então, só era concedida aos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
– A liberação foi conquistada a muitas mãos, depois de mais de 10 anos de pesquisas. Desde o início da nossa primeira legislatura, em 2019, nos empenhamos, juntamente com a Secretaria de Estado da Agricultura, com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e com o setor da maricultura, para que o cultivo comercial da macroalga se tornasse realidade no Estado – disse Miotto.
Na Alesc, o parlamentar criou uma Comissão Mista que buscou, junto aos órgãos competentes, a liberação do cultivo comercial da macroalga.
O estado encerrou, em julho de 2023, a segunda safra da macroalga Kappaphycus alvarezii. O cultivo foi destinado, principalmente, a indústrias de biofertilizantes. Mas, segundo o pesquisador do Centro de Desenvolvimento de Aquicultura e Pesca (CEDAP), da Epagri, Alex Alves dos Santos, o uso vai muito além.
A produção de biofertilizante ainda é o carro chefe, mas a Epagri está com uma parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) para desenvolver pratos a base de algas, realizando oficinas para a indústria alimentícia, visando incluir a alga na produção de pães, pizzas e bolos.
O diretor de Negócios, Adriano Cláudio, fez apresentação de um trabalho durante a COP 28.
– Fomos convidados a apresentar as soluções da Algas Brasil, através do plantio da alga e aplicações geradas. No Brasil, apenas três empresas participaram. A Algas Brasil foi a única empresa de algas e a única empresa que consegue trabalhar nas duas frentes: na linha da agricultura, com foco na regeneração do solo e da vida marinha e também na questão do carbono zero – disse.
De acordo com ele, a participação foi “muito positiva”, tanto para ter uma ideia da relevância do evento, quando na questão do impacto que o produto da Algas Brasil gera e a contribuição com o mundo.
– Tivemos contatos com empresas, desde investidores, até potenciais clientes de várias regiões do mundo, Estados Unidos, Inglaterra, Índia. Isso mostra que estamos no caminho mais do que certo, pois pessoas que estão muito à frente da informação e visão do que o mundo precisa fazer e onde ele quer chegar, conseguem perceber que o nosso produto encaixa como uma luva nessa caminhada e no alcance desse objetivo.
Sobre a imagem em destaque:
Comitiva que representou Santa Catarina na COP 28. Foto: Divulgação.






