22/03/2026

O show de Joelma para mais de 30 mil pessoas na Maratona Cultural dá ritmo a uma das novas faces de Floripa

Mais de 30 mil pessoas na Arena Floripa, cantando, dançando e vivendo um dos shows mais vibrantes da Maratona Cultural de Florianópolis. A apresentação de Joelma, na noite de sábado (21), foi daquelas que ajudam a explicar não só o sucesso do festival, mas também as mudanças que a cidade vem vivendo nos últimos anos.

O show, do início ao fim, teve tudo o que se espera de um espetáculo da cantora. Trocas de figurino, coreografias marcantes, interação constante com o público e uma energia que não caiu em momento algum. No repertório, o ritmo inconfundível que mistura carimbó, lambada e guitarrada, transformou a Arena em uma grande pista de dança.

Mas, para além do espetáculo, havia ali também um retrato de uma Floripa em transformação.

Uma cidade que mudou e segue mudando

Nos últimos anos, Florianópolis se consolidou como um dos principais destinos migratórios do Brasil. Segundo dados do IBGE, mais de 84,6 mil pessoas se mudaram para a cidade entre 2017 e 2022, o equivalente a cerca de 15,7% da população.

A maior parte desses novos moradores veio do Sul e Sudeste, mas há um movimento que chama atenção: o crescimento de pessoas vindas da região Norte, especialmente do Pará, que já aparece entre os quatro principais estados de origem.

E é justamente nesse ponto que o show de Joelma ganha um significado ainda mais interessante.

Joelma e a trilha sonora dessa nova Floripa

Nascida no Pará, Joelma é uma das maiores representantes da música do Norte do país. Sua presença na programação da Maratona não foi por acaso e dialoga diretamente com esse novo perfil da cidade.

O que se viu na Arena foi um encontro de diferentes públicos. Claro, os mais de 30 mil presentes não eram, em sua maioria, paraenses ou moradores vindos da região Norte. Joelma é uma estrela nacional, com fãs espalhados por todo o Brasil.

Mas havia ali, também, identificação.

Entre o público, era possível perceber sotaques, bandeiras, grupos que cantavam cada música como um reencontro com suas origens.

Cultura que mistura, cidade que se transforma

O show de Joelma acabou se tornando mais do que uma grande apresentação. Foi um símbolo de como Floripa vem se transformando culturalmente, incorporando novas referências, ritmos e histórias.

Uma cidade que segue sendo quem sempre foi, mas que agora também dança no ritmo do calypso.

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