Estará legalmente aberta na quinta-feira, dia 5 de março, a janela de um mês para troca de partido pelos deputados federais e estaduais sem riscos de perda de mandato por infidelidade partidária. Até 4 de abril, data que marca os seis meses antes das eleições, o mecanismo deve produzir mudanças relevantes – algumas já esperadas – na bancada federal de Santa Catarina e, especialmente, na Assembleia Legislativa.
Se confirmadas todas as especulações, serão duas trocas de partido entre os 16 deputados federais e outras dez entre 40 deputados estaduais. Os maiores afetados devem ser o PSDB, o União Brasil e o Podemos. O maior beneficiário, o PL do governador Jorginho Mello.

Mudanças de partido confirmadas
Entre as mudanças certas um delas está na bancada federal catarinense: a deputada federal Geovânia de Sá vai confirmar a saída do PSDB e a filiação ao Republicanos. A parlamentar de Criciúma está em seu terceiro mandato pelo partido, que chegou a presidir no Estado, mas deixa a legenda criticando os rumos nacionais e argumentando a necessidade de alinhamento como seu eleitorado, mais à direita. Ela é pré-candidata à reeleição.
Maior bancada da Assembleia Legislativa, o PL é o maior beneficiado pela migração, mas também sofre uma baixa. Deve ser confirmadas as filiações de Camilo Martins (Podemos), Jair Miotto (União Brasil), Junior Cardoso (PRD) e Marcos da Rosa (União Brasil). Por sua vez, o partido deve perder Nilso Berlanda para o PSD.
Fechando as mudanças confirmadas ou já anunciadas na Alesc, está a migração de Lucas Neves do Podemos para o Republicanos.
Expectativas de migração
Entre as mudanças de partido ainda não confirmadas ou em negociação, apenas uma está na bancada federal. Ismael dos Santos (PSD) confirmou convite do governador Jorginho Mello para ingressar no PL, mas a tendência do momento é de que permaneça pessedista.
Na Alesc, quatro nomes ainda devem definir seus futuros nos próximos dias. Dado como certo meses atrás no PSD, o deputado estadual Carlos Humberto (PL) vive momento de indefinição. O PL tentar manter o parlamentar, com uma articulação que envolveria o ex-aliado e hoje desafeto Fabrício Oliveira (PL), que poderia concorrer a deputado federal pelo Republicanos, deixando o caminho mais livre para a reeleição de Carlos Humberto.
O deputado estadual Sérgio Guimarães (União Brasil) tem sido citado como reforço do Republicanos, efeito direto sobre a incerteza que paira sobre a nominata da legenda, mesmo federada com o Progressistas, após a perda de dois deputados estaduais que preferiram continuar na órbita do governador Jorginho Mello à possibilidade de adesão da União Progressista à pré-candidatura de João Rodrigues (PSD) ao governo.
Essa mesma incerteza deixa em aberto a concretização de uma filiação também dada como certa: a saída de Vicente Caropreso do PSDB para o União Brasil. Que ele deixa o ninho tucano, continua garantido.
E, por fim, o PSDB pode perder até mesmo seu atual presidente estadual. Marcos Vieira, em seu quinto mandato de deputado estadual e assistindo a debandada de prefeitos tucanos, recebeu convite do MDB para concorrer a deputado federal. As negociações estão em andamento e podem resultar em uma nova candidatura à reeleição, desta vez no time emedebista.





