Presidente nacional do PL, Valdemar da Costa da Neto pode atravessar a chapa montada pelo governador Jorginho Mello (PL) para disputar a reeleição. Mesmo depois da equação montada pelo catarinense com o prefeito joinvilense Adriano Silva (Novo) como vice-governador e as duas vagas ao Senado para ex-vereador Carlos Bolsonaro e a deputada federal Caroline de Toni, ambos do PL, o dirigente nacional do PL não desistiu de garantir um lugar para a candidatura à reeleição do senador Esperidião Amin (PP).

Para isso, Valdemar recebeu Caroline de Toni nesta terça-feira e ofereceu a ela duas opções para desistir de concorrer ao Senado: concorrer à reeleição como deputada federal e ser a líder do partido em 2027 ou, até mesmo, ser a vice de Jorginho este ano – ignorando o acordo anunciado publicamente pelo governador e pelo prefeito joinvilense.
A informação foi relatada pelo jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, e confirmada pelo Portal Upiara. Valdemar está entrando no jogo de Jorginho Mello porque, em nome do apoio nacional da federação União Progressista (União Brasil e PP) à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), precisa fazer gestos às legendas federadas em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Nesta terça, o PP gaúcho anunciou desembarque do governo Eduardo Leite (PSD) para aderir à pré-candidatura de Luciano Zucco (PL) ao Piratini.
Caroline de Toni teria rejeitado as opções de Valdemar e continua insistindo na pré-candidatura ao Senado. No final de 2025, quando Jorginho Mello tentou priorizar uma chapa com Amin e Carlos Bolsonaro, ela teve conversas avançadas com o Novo para trocar de partido. O movimento foi interrompido após conversa com o governador, em janeiro, quando ele voltou a endossar sua pré-candidatura e informou que esperava uma resposta de Adriano Silva para a vaga de vice – que seria anunciada dias depois.
Jorginho teria viajado ainda nesta terça-feira para Brasília e deve encontrar Valdemar. No início da tarde, Carlos Bolsonaro postou em suas redes sociais que almoçou com Jorginho e postou foto do catarinense abraçado com Jair Bolsonaro. Os irmãos Carlos e Eduardo Bolsonaro apoiaram publicamente ano passado a pré-candidatura de Caroline de Toni, inclusive com críticas a Amin – que Eduardo classificou como “social-democrata”.
Se o movimento de Valdemar atravessar as articulações de Jorginho, será a segunda vez em menos de seis meses que acordos nacionais desmancham uma chapa engendrada pelo governador. Primeiro, quando a vinda de Carlos Bolsonaro para concorrer em Santa Catarina desfez a ideia de uma coligação com o MDB indicando o vice, Amin e Caroline ao Senado.
Agora, ao oferecer a vaga de vice para Caroline de Toni e alardear em veículos de imprensa nacionais que pode até mesmo intervir no PL catarinense, Valdemar mostra que nem mesmo a chapa Jorginho/Adriano pode ser dada como certa antes das convenções partidárias em agosto.





