07/03/2026

PSOL define apoio a Lula, mas rejeita federação com o PT por ampla maioria no diretório nacional

O diretório nacional do PSOL aprovou, neste sábado, a indicação de apoio à reeleição de Lula em primeiro turno e a renovação da federação partidária com a Rede Sustentabilidade para as eleições de 2026. Em resolução oficial, a legenda também confirmou a rejeição ao convite feito pelo PT para integrar a Federação Brasil da Esperança, composta atualmente por PT, PCdoB e PV.

Presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, em encontro com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, em fevereiro deste ano. Foto: PSOL, Divulgação
Presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, em encontro com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, em fevereiro deste ano. Foto: PSOL, Divulgação.

A decisão foi por ampla maioria: 76% dos delegados foram contrários à federação com os petistas, que era defendida publicamente por nomes como o ministro Guilherme Boulos. Em Santa Catarina, o deputado estadual Marquito também defendia a federação entre as legendas, tese combatida por outras lideranças do PSOL catarinense, como os vereadores Leonel Camasão e Ingrid Sateré Mawé, de Florianópolis.

Sobre as eleições estaduais, o PSOL definiu que o partido não vai lançar candidaturas aos governos estaduais “com o único intuito de projeção ou construção de figuras públicas” e que os “estados deverão, quando possível, priorizar a unidade do campo progressista, desde o primeiro turno”. Respalda, no entanto, a rejeição a “composições ou posicionamentos que comprometam o perfil partidário”.

Na resolução aprovada neste sábado pela direção nacional, o PSOL classifica a parceria com a Rede Sustentabilidade como positiva e afirma que a união permitiu crescimento com consistência programática, mesmo em um cenário adverso para a esquerda. A Rede já havia manifestado formalmente o interesse em manter a estrutura conjunta.

PSOL alega falta de proteção a legendas menores em federação

Ao justificar a negativa ao PT, o PSOL apontou a ausência de salvaguardas democráticas na legislação eleitoral vigente para proteger legendas menores em federações com partidos de maior porte. Segundo o texto aprovado, a integração ao bloco liderado pelos petistas poderia comprometer a autonomia política do PSOL, afetando decisões sobre táticas eleitorais e alianças estaduais que já estão em curso.

A resolução destaca que a preservação da identidade própria é fundamental para o futuro do partido, embora reafirme o compromisso com a unidade do campo progressista no enfrentamento à extrema-direita. O partido também oficializou o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.

Em relação à cláusula de barreira, o diretório nacional avaliou que o partido possui bases políticas para superá-la de forma unitária, por meio do fortalecimento das chapas estaduais e de uma estrutura de financiamento organizada. Com a aprovação, a Executiva Nacional do PSOL está autorizada a iniciar os procedimentos jurídico-administrativos para a renovação da federação ainda no mês de março.

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