O prazo limite renúncia dos prefeitos que desejam disputar as eleições deste ano e o fim da janela para troca de partidos pelos deputados federais e estaduais ajustou o mapa do poder em Santa Catarina. Oito prefeitos deixaram os cargos, com destaque para Adriano Silva (Novo) em Joinville e João Rodrigues (PSD) em Chapecó, ambos de olho na eleição majoritária.
Na Assembleia Legislativa, o PL do governador Jorginho Mello atraiu quatro dos sete deputados estaduais que trocaram de legenda. Na bancada federal, duas mudanças e um partido tradicional, o PSD, com o bancada zerada.

Mudanças nas prefeituras
Nos holofotes, Adriano Silva e João Rodrigues confirmaram renúncias que não modificam o quadro partidário nos municípios. Em Joinville, o Novo mantém o comando da prefeitura com a posse de Rejane Gambim como prefeita – a primeira da história da cidade. Adriano será vice na chapa do governador Jorginho Mello nas eleições de outubro,
Em Chapecó, deu a lógica: quando encaminhou sua reeleição em 2024, o agora ex-prefeito João Rodrigues bancou um vice do PSD, Valmor Scolari, já de olho na renúncia para concorrer a governador este ano. Tudo está dentro do script.
Além dois dois, outros seis prefeitos catarinenses renunciaram para concorrer nas eleições deste ano. A princípio, todos têm como objetivo uma cadeira na Assembleia Legislativa. Vou listar o time pela ordem de população do município;
- Liba Fronza (PSD) renunciou à prefeitura de Navegantes para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa. Assumiu o vice Ricardo Muniz Ventura, do Progressistas.
- Edilson Massocco (PL) deixou à prefeitura de Concórdia menos de um ano e meio após conquistar o primeiro mandato. Vai tentar voltar para a vaga na Alesc a que renunciou em 2024 após vencer a disputa para prefeito. O PL mantém a prefeitura de Concórdia, agora com Fábio Ferri.
- Salmir da Silva (Republicanos) também confirmou a renúncia em Biguaçu para concorrer a deputado estadual. Assumiu o vice Alexandre de Souza, do Podemos.
- Emerson Maas (MDB) renunciou à prefeitura de Mafra para concorrer a uma vaga na Alesc. Assume Carlos Nitz, do Republicanos.
- Juliana Maciel (PL) também deixou o cargo de prefeita, em Canoinhas, para concorrer a uma vaga de deputada estadual. Assume Zenilda Lemos, do União Brasil.
- Evandro Scaini, do Progressistas, completou a lista de renúncias ao deixar o cargo em Balneário Arroio do Silva. Ele também concorre a uma vaga na Alesc. Assumiu o vice Jorge Luiz Freitas (PSD).
Na Alesc, PL dispara; PSD e Republicanos crescem
Na Assembleia Legislativa, sete deputados estaduais aproveitaram a janela legal para troca de partidos. Maior bancada eleita em 2022, com 11 cadeiras, o PL foi o grande beneficiado e agora tem 14 vagas no parlamento estadual. Chegam ao partido:
- Camilo Martins (ex-Podemos), pré-candidato à reeleição.
- Jair Miotto (ex-União Brasil), pré-candidato à reeleição.
- Junior Cardoso (ex-PRD), pré-candidato à reeleição.
- Marcos da Rosa (ex-União Brasil), pré-candidato à reeleição.
O PL também teve uma baixa, que garantiu ao PSD a possibilidade de aumentar a bancada em relação aos eleitos em 2022: Nilso Berlanda, pré-candidato à reeleição, agora é pessedista.
Quem também ganhou em relação ao conquistado nas urnas foi o Republicanos, partido alinhado a Jorginho Mello, que trouxe Lucas Neves (pré-candidato à reeleição) do Podemos e agora tem dois deputados estaduais.
Apesar de perder dois deputados estaduais para o PL, o União Brasil conseguiu minimizar os efeitos da janela ao filiar Vicente Caropreso (ex-PSDB), pré-candidato à reeleição. O partido elegeu três representantes e agora terá duas cadeiras.
Outros três partidos saíram da janela menores do que entraram. O Podemos tinha três cadeiras e agora tem uma, mesmo número do PSDB – que elegeu dois em 2022. O PRD, fusão dos antigos PTB e Patriota, ficou sem representação no parlamento catarinense.
As bancadas estaduais ficaram assim:
- PL – 14 deputados estaduais
- MDB – 6 deputados estaduais
- PT – 4 deputados estaduais
- PSD – 4 deputados estaduais
- PP – 3 deputados estaduais
- União Brasil – 2 deputados estaduais
- Republicanos – 2 deputados estaduais
- Podemos – 1 deputado estadual
- PSDB – 1 deputado estadual
- Novo – 1 deputado estadual
- PDT – 1 deputado estadual
- PSOL – 1 deputado estadual
PSD fica fora da bancada federal
A principal mudança na bancada federal catarinense é o fim da bancada do PSD. Dos eleitos em 2022, Ricardo Guidi já havia trocado a legenda pelo PL em 2024. Agora, neste janela, foi a vez de Ismael dos Santos tomar também o rumo do PL. Ele é pré-candidato à reeleição.
O Republicanos confirmou nesta janela a filiação de Geovânia de Sá (ex-PSDB), também pré-candidata à reeleição. O partido não elegeu representantes na bancada federal catarinense em 2022 e agora conta com dois nomes, considerando a filiação de Jorge Goetten (ex-PL) em 2024.
A bancada federal ficou assim:
- PL – 7 deputados federais
- MDB – 3 deputados federais
- PT – 2 deputados federais
- Republicanos – 2 deputados federais
- Novo – 1 deputado federal
- União Brasil – 1 deputado federal





