06/02/2026

Casan vai à Justiça contra decisão de João Rodrigues e presidente ironiza: “Ele fala da Casan do passado”

A Casan reagiu com “tranquilidade” e a promessa de batalha judicial ao decreto assinado pelo prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), que rompe o contrato de concessão de água e esgoto no município. O presidente da companhia, Edson Moritz, afirmou que a estatal aguarda apenas a notificação oficial para ingressar com as medidas cabíveis para manter a operação na maior cidade do Oeste.

Edson Moritz diz que vai à Justiça por contrato da Casan com Chapecó
Edson Moritz diz que vai à Justiça por contrato da Casan com Chapecó. Foto: Casan, Divulgação.

Em resposta às críticas de João Rodrigues sobre a qualidade do serviço e falta de investimentos, Moritz atribuiu o movimento do prefeito a uma visão desatualizada da empresa, politizando o debate ao citar a gestão do governador Jorginho Mello (PL). O pessedista é pré-candidato ao governo do Estado.

— Recebemos ontem a notícia sobre o anúncio com muita tranquilidade. De posse do decreto, a nossa procuradoria, que já está estudando as medidas desde ontem, vai entrar com ação judicial. Mas eu acredito que essa Casan a que o prefeito se referiu ontem é uma Casan do passado — afirmou Moritz.

Para contrapor o argumento de “descumprimento de contrato” utilizado pela prefeitura para decretar a caducidade, a Casan apresentou um balanço financeiro focado nos últimos três anos. A companhia sustenta que realizou investimentos históricos na ordem de R$ 174 milhões no período, citando a execução de 81,4 quilômetros de novas redes de água e esgoto, inclusive em áreas rurais.

Disputa de narrativas sobre obras e prazos

Enquanto João Rodrigues alegou que obras estruturantes não andam, a direção da Casan elencou intervenções recentes para garantir a segurança hídrica. Moritz destacou a dragagem do Lajeado São José, afirmando que a obra “deu tranquilidade neste verão a todo mundo”, aumentando a profundidade do reservatório de 50 centímetros (assoreado) para até 8 metros em alguns pontos.

Sobre o Projeto Chapecozinho, obra de R$ 434 milhões para transposição de água que promete resolver o abastecimento da região definitivamente, a estatal mantém a previsão de entrega para 2027. Já em relação à captação no Rio Uruguai — um dos pontos de atraso criticados pelo prefeito —, a companhia informou que o projeto foi contratado por determinação do governador e encontra-se em fase de licenciamento ambiental.

A nota oficial da companhia também rebate os índices de desperdício citados pela prefeitura, afirmando que houve redução de 8% nas perdas e um incremento de 32,7% na capacidade de reservação de água tratada com a instalação de sete novos reservatórios.

A Casan informou que segue operando normalmente em Chapecó e manterá os investimentos previstos até que haja decisão judicial em contrário.

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