A semana do Partido Social Democrático (PSD) em Santa Catarina começa com expectativa e tensão nos bastidores. A reunião da executiva estadual da sigla, inicialmente prevista para segunda-feira, foi transferida para quarta-feira, em Florianópolis, em razão da agenda da maioria dos integrantes do colegiado.

O encontro deve discutir, entre outros assuntos, a situação do prefeito da Capital, Topázio Neto, que se tornou o principal foco das divergências internas do partido nas últimas semanas. Em conversa com interlocutores, porém, a expectativa é de que o próprio prefeito anuncie seu futuro no partido antes mesmo da reunião. Entre as possibilidades estão a saída do PSD ou um pedido de afastamento ou licenciamento da legenda. Topázio tem convite do Republicanos e do Podemos, dois partidos aliados ao governador Jorginho Mello (PL).
Para a reunião de quarta-feira foram convocados os 21 membros titulares ativos da executiva estadual. Nos bastidores, o presidente do partido em Santa Catarina, Eron Giordani, calcula ter maioria dos votos favoráveis caso seja apresentado um pedido de expulsão do prefeito. Ainda assim, a condução da crise deve seguir o estilo tradicional da sigla, historicamente marcado pela busca do diálogo e pela tentativa de evitar medidas extremas.
Diálogo pela unidade com Jorge Bornhausen
Nesse contexto, Giordani terá uma agenda importante nesta segunda-feira com o ex-governador Jorge Bornhausen, uma das principais referências políticas do partido no Estado. Na última quinta-feira, Bornhausen já havia feito uma declaração contundente ao comentar a possibilidade de desistência de João Rodrigues do projeto de disputar o governo do estado. No sábado, em conversa com a colunista Maga Stopassoli, do Portal Upiara, ele também indicou a intenção de lançar outro nome ao governo catarinense (leia aqui.
Os ruídos internos e a movimentação de diferentes alas evidenciam um racha significativo dentro do PSD, justamente na semana que antecede um evento considerado estratégico para o partido.
Evento em Chapecó
No próximo dia 21, em Chapecó, o pré-candidato da sigla ao governo do Estado, João Rodrigues, promove um evento para marcar a sua renúncia à prefeitura, formalizando a largada ao projeto pré-eleitoral.
O ato ocorre depois de uma semana em que a pré-candidatura chegou a ser colocada em dúvida diante das divergências internas envolvendo Topázio Neto (leia aqui).
A expectativa entre os pessedistas é repetir, no mínimo, a mobilização registrada em março do ano passado, quando Rodrigues lançou em Chapecó o projeto de pré-candidatura ao governo.
Dever de casa
Nos bastidores, porém, a direção estadual tem a missão de resolver as divergências internas ao longo da semana para chegar ao evento de sexta-feira com um projeto mais coeso, capaz de fazer frente ao governador Jorginho Mello e ao seu projeto de reeleição. Além de arrumar a casa, o PSD quer garantir MDB, Progressistas e União Brasil na chapa de Rodrigues. O MDB já foi convidado a compor com o candidato a vice e uma vaga ao Senado. A outra vaga está à espera da decisão de Esperidião Amin.
Participação de Ratinho Junior
O governador do Paraná, Ratinho Junior, que no dia 25 de março deve ser anunciado pelo PSD nacional como o pré-candidato da sigla ao governo, conforme adiantou Jorge Bornhausen em sua entrevista coletiva (leia aqui), ainda não está confirmado para o evento de João Rodrigues. Sua presença depende da agenda de governo concentrada em entregas na reta final do mandato.







