11/02/2026

Quatro trechos da BR-101 Norte, em Santa Catarina, estão entre os mais perigosos do Brasil

Dos 10 trechos mais perigosos do Brasil em rodovias federais, considerando o número de acidentes, quatro estão localizados em Santa Catarina, todos na BR-101 Norte. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal (PRF), referentes ao período de janeiro a dezembro de 2025, segundo levantamento do Observatório Fetrancesc.

Em 2024, o Estado já figurava nesse ranking negativo, com três trechos entre os 10 mais perigosos do país. Em 2025, o cenário se agravou.

Confira o ranking de 2025:


Dados da PRF / SC

Assim como em 2024, o trecho mais perigoso do Brasil permanece sendo o da BR-101 em São José, na Grande Florianópolis, entre os quilômetros 200 e 210. Nesse segmento, foram registrados 575 acidentes, com 10 vítimas fatais ao longo de 2025. Na terceira posição do ranking nacional, aparece o trecho entre os quilômetros 210 e 220, onde foram contabilizados 341 acidentes.

Os outros dois trechos catarinenses que integram a lista estão entre os quilômetros 130 e 140, em Balneário Camboriú, com 279 acidentes, e entre os quilômetros 190 e 200, que registrou 261 ocorrências, ocupando a décima posição.

Histórico

Nos anos de 2023 e 2024, a pesquisa Viagem Segura, da Confederação Nacional do Transporte (CNT), já havia apontado o trecho entre os quilômetros 200 e 210 da BR-101 como o mais perigoso do Brasil em número de acidentes, reforçando que o problema é recorrente e estrutural.

Confira o ranking de 2024

Confira o ranking de 2023

Preocupação

A Fetrancesc manifesta preocupação com o fato de Santa Catarina, mais uma vez, liderar um ranking negativo em segurança viária. A elevada densidade de frota, muito acima da capacidade da rodovia, evidencia um colapso da BR-101.

Para o presidente da Fetrancesc, Dagnor Schneider, o cenário exige ações urgentes:

“É uma realidade extremamente preocupante e que se repete ano após ano. A BR-101 chegou ao seu limite há muito tempo. Santa Catarina tem uma das maiores densidades de frota do país, e isso não foi acompanhado por investimentos compatíveis em infraestrutura. O resultado são congestionamentos constantes, aumento no número de acidentes e perdas de vida”.

Dagnor Schneider ainda destaca que a gravidade do problema vai muito além dos números registrados em Santa Catarina. Somente nas rodovias federais brasileiras, segundo a PRF, mais de 6 mil pessoas perderam a vida em acidentes no ano de 2025, um dado que escancara a urgência de tratar a segurança viária como prioridade nacional.

“Nós não podemos continuar aceitando como normal que vidas sejam perdidas no trânsito. Precisamos nos indignar com essa realidade e reagir de maneira muito mais efetiva. Isso não pode ser normalizado, de forma alguma, é inaceitável”, completa o presidente da Fetrancesc.

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