As exportações de Santa Catarina registraram recuo de 2,6% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com igual período do ano anterior e somaram US$ 2,7 bilhões. O desempenho reflete, em parte, os efeitos das tarifas norte-americanas anunciadas a partir de abril de 2025, uma vez que os Estados Unidos estão entre os principais destinos das vendas externas catarinenses. No acumulado do ano até março, as exportações para os Estados Unidos recuaram 44,6% frente a 2025, período pré-tarifas.

Pauta exportadora
As vendas externas de carnes de aves seguem liderando a pauta de exportações catarinense e tiveram alta de 9,1% no primeiro trimestre, para US$ 633,3 milhões. A carne suína é o segundo item mais exportado pelo estado, somando US$ 425 milhões, um incremento de 6,9% no período. De janeiro a março, as vendas de motores elétricos atingiram US$ 128,2 milhões, um aumento de 1,9%. O aumento de 57,1% nas vendas ao exterior de outras máquinas agrícolas foi um dos destaques de alta, juntamente com o incremento de 31,1% de transformadores elétricos.
As vendas de madeira serrada – um dos setores mais afetados pelas tarifas – cederam 6,7% nos três primeiros meses do ano, para US$ 89,4 milhões, enquanto as exportações de partes de motor caíram 22,8%, para US$ 77,4 milhões. Do lado das quedas também destacaram-se outros móveis (-39,7%) e obras de carpintaria para construções (-42,7%), duramente afetados pelo recuo das vendas aos EUA.
Destinos
A China foi o principal destino das exportações de SC no primeiro trimestre, com US$ 246,2 milhões. O resultado, no entanto, foi 4,1% menor do que o realizado no mesmo período de 2025. Entre os fatores estão o crescimento mais lento da economia chinesa e políticas de priorização de produtos chineses no mercado doméstico.
As vendas para o Japão, no entanto, apresentaram incremento de 35,4% no período (US$ 223,1 milhões), muito em decorrência das exportações de carne suína catarinense. O México também comprou mais de SC (+20%), alcançando US$ 150,3 milhões.
Os Estados Unidos compraram 44,6% a menos do estado no acumulado do ano até março e os argentinos importaram 18,1% a menos.
Importações
As importações catarinenses cresceram 0,9%, para US$ 8,8 bilhões. O produto mais comprado pelo estado é o cobre refinado (US$ 457,3 milhões), com crescimento de 26% frente a igual período de 2025. As importações de pneus de borracha aumentaram 83,1%, para US$ 253,4 milhões, e as de partes e acessórios para veículos subiram 15,7%, para US$ 246,3 milhões. Já as compras internacionais de polímeros de etileno recuaram 4%. O quinto principal item da pauta importadora, revestimento de ferros laminados planos, cresceu 21,6%, para US$ 165 milhões.
A China foi a principal origem das compras externas (US$ 3,9 bilhões), com avanço de 0,4% em relação ao acumulado do ano passado. O Chile vem em segundo no ranking das importações, com alta de 7,5%, somando US$ 581,9 milhões. As importações dos Estados Unidos recuaram 20,7%, para US$ 420 milhões, as da Alemanha cederam 3,4% (US$ 384,2 milhões) e das da Argentina caíram 3,1%, para US$ 352,6 milhões.





