A trajetória de quatro décadas da Betha Sistemas, uma das gigantes de tecnologia de Santa Catarina, é o fio condutor do terceiro episódio da série Histórias Catarinenses. Produzido pela Unesc TV e conduzido pelo jornalista Upiara Boschi, o programa traz a entrevista do engenheiro e empresário César Smielevski, sócio-fundador e atual conselheiro da empresa, em um diálogo que conecta os primórdios da informática no Estado aos desafios da inteligência artificial.
No bate-papo, Smielevski relembra o cenário dos anos 80, quando um computador pessoal custava o equivalente a um carro novo e o Brasil vivia sob o regime da reserva de mercado. Ele detalha como a Betha antecipou o modelo de “software como serviço” (SaaS) décadas antes de o termo se tornar tendência global, e por que a empresa decidiu focar exclusivamente na gestão pública.
Um dos pontos altos da conversa aborda a resistência cultural dentro das prefeituras. O empresário revela que, muitas vezes, a implantação de um sistema de gestão é mais um exercício de psicologia do que de engenharia, enfrentando barreiras de servidores que viam no controle manual das informações uma forma de reter poder político.
Sobre o futuro, Smielevski define o momento atual como um “tsunami” de revoluções simultâneas — inteligência artificial, robótica e redes de satélite — que se retroalimentam em uma velocidade sem precedentes. Ele compartilha como a Betha já integra IA no desenvolvimento de códigos e na entrega final aos municípios, mantendo Santa Catarina como referência no setor.






