11/02/2026

Clubes tradicionais de SC vivem martírio para não fechar o 1º semestre no vermelho

Com todo respeito aos colegas da crônica esportiva de Santa Catarina, mas ouvir “Copa ACESC” soa como um soco no estômago do torcedor de Avaí e Criciúma. Clubes que, pela tradição e camisa, deveriam disputar o título do Catarinense agora brigam para não jogar fora o primeiro semestre. O prêmio? Uma vaga na Copa do Brasil de 2027. Nada além do mínimo. A eliminação precoce no Estadual não é obra do acaso. Tem raízes mais profundas. As novas gestões, tanto na Ressacada quanto no Heriberto Hülse, optaram por uma mudança clara de filosofia: menos investimento, mais apostas. Redução de folha, elenco mais enxuto. Nos dois casos, pesa ainda a herança financeira das administrações anteriores, que deixaram cofres combalidos e margem curta para ousar. Economia é necessária. Mas o futebol cobra. E cobrou caro, no caso dos dois!

Foto: Avaí FC

Golias x “Davis”

No fim das contas, virou festa do interior. E o Campeonato Catarinense caminha para um desfecho que parecia provável no início da temporada. Sem Avaí e Criciúma no páreo, com Figueirense e Joinville preocupados em evitar a queda, o roteiro tem um protagonista. Nas semifinais, o que se vê é a Chapecoense assumindo o papel de Golias diante de “Davis” que chegaram até aqui com mérito, mas sem o mesmo peso de camisa ou estrutura. Dificilmente a representante catarinense na Série A deixa escapar a taça neste cenário. Tem elenco mais cascudo, investimento mais consistente e, sobretudo, a obrigação de confirmar o favoritismo. Em mata-mata, surpresas acontecem. Mas, desta vez, a lógica parece falar mais alto.

”Betsdependência”

A Série B do Brasileiro 2026 começa em 21 de março com um alerta fora de campo. Nove dos 20 clubes continuam sem patrocinador máster no uniforme. Entre eles, América-MG, Criciúma, Cuiabá, Fortaleza e Juventude. O cenário reflete a desaceleração dos investimentos das casas de apostas, após anos de expansão e contratos inflacionados. A regulamentação do setor, em vigor desde o ano passado, provocou retração e forçou uma correção no mercado de patrocínios. O futebol brasileiro sente, agora, o efeito colateral da dependência excessiva das “bets”.

Pressão olímpica

O Flamengo lançou a campanha “Amigo do Esporte” para defender os clubes associativos e o papel social que exercem no esporte olímpico. A iniciativa busca sensibilizar o Congresso pela derrubada do Veto nº 8/2026 (Item 10), que manteve essas entidades com carga tributária maior que a das SAFs. Com o veto ao PLP 108/2024, as SAFs passaram a recolher 6% de tributos, enquanto os clubes associativos seguem com carga próxima de 11%. A discussão vai além do futebol e envolve a sobrevivência de projetos olímpicos espalhados pelo país.

Futebol feminino

A Hyundai oficializou a entrada no futebol feminino nacional. A montadora passa a patrocinar as competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol em acordo válido até 2028. O contrato, intermediado pela agência Heatmap, prevê presença da marca no Campeonato Brasileiro Feminino e na Copa do Brasil Feminina. É mais um sinal de valorização e consolidação do futebol feminino no mercado publicitário.

COMPARTILHE
Facebook
Twitter
LinkedIn
Reddit