1 de fevereiro de 2026

Kennedy Nunes entra no jogo de 2026 e vira peça-chave de Jorginho Mello em Joinville

Deputado por quatro mandados e atual secretário da Casa Civil, Kennedy é candidato em 2026

Com recém completados 56 anos (fez aniversário no dia 16 de janeiro), Kennedy Nunes se colocou à disposição para a eleição de 2026. O político já veterano tem usado vídeos produzidos e sua facilidade na comunicação pra vender, e muito bem, o seu peixe. Entrou de cabeça no governo Jorginho Mello, comandando o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), onde liderou mudanças a pedido do governo. Em 2025 assumiu um dos cargos de maior visibilidade dentro da esfera de poder, a Casa Civil, e seu status mudou. Virou figura importante na articulação na Assembléia Legislativa onde tem facilidade de circular, pois foi por quatro mandatos consecutivos deputado estadual (2007 a 2022). É o homem de confiança do governador.

Neste início do ano surpreendeu ao dizer que é candidato. Candidato a alguma coisa. O que vier. E esse “o que vier eu topo” é mais um recado dado por Jorginho Mello para a região de Joinville. 

Em vídeo no início deste ano, cheio de recados e texto bem pensado, Kennedy soltou nas redes sociais a frase: o desafio é minha energia. 

Mudou discurso em 2026

Kennedy Nunes se coloca com uma peça estratégica. Nascido em Joinville, o político fez a sua carreira muito ligado a Assembléia de Deus, mas principalmente por sua facilidade de comunicação. Quase foi eleito prefeito de Joinville em 2012 ao perder a eleição no segundo turno para Udo Döhler. (MDB). Depois fez do meme “dá pra fazer” uma brincadeira que retoma no seu diálogo de forma humorada com o eleitor. Kennedy chegou a causar ciumeira entre colegas e deputados que já suspeitavam que ele poderia ser candidato. Sempre disse que não tinha interesse e suas redes sociais eram usada por um comunicador genuíno que é. Mas 2026 começou desfazendo esse discurso. 

PL tem congestionamento de candidatos

Eu troquei mensagens com Kennedy e ele disse que falará com o Jorginho Mello e será uma carta na manga. Ou para vice-governador, cargo em que foi sondado em 2022, mas preferiu disputar o Senado, ou para ser suplente a Senador. Essa decisão coloca muitas dúvidas principalmente dentro o PL de Joinville. O cenário está congestionado. Para deputado estadual o partido do governador tem William Tonezi, vereador mais votado de Joinville, Maurício Peixer, que tenta reeleição, Fabi Venera, nome do deputado Sargento Lima, e Marilisa Boehm, vice-governadora que pretende se lançar à Assembleia. 

Kennedy tornou-se nome de confiança

Na disputa para federal também o espaço é apertado. Zé Trovão vai para a reeleição com seu discurso nacional e bolsonarista e Sargento Lima deixa a reeleição de deputado estadual e disputa uma vaga para a Câmara Federal. Kennedy fica com poucas opções. Ao Senado a disputa no PL é acirrada com Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni. Neste caso a chance é zero. Sobra ser vice ou suplente de senador. Jorginho tem essa carta na manga para jogar e Kennedy parece ser o nome perfeito, pois o governador enfim tem um nome na maior cidade do estado para chamar de seu. 

Um nome de Joinville como alternativa a vice-governador

O governador Jorginho Mello se elegeu em chapa pura. Ele e a vice Marilisa Boehm, ambos do PL. Chegou a ser chamado pelos adversários jocosamente de “sozinho Mello”. Com a indecisão do ex-governador Carlos Moises de defender o bolsonarismo, Jorginho entrou forte na onda 22. Elegeu-se com uma enxurrada de votos e no segundo turno foi só pra ratificar uma vitória garantida contra o PT. Agora em 2026, com habilidade política tenta composições. Ofertou ao MDB a vaga de vice, porém flerta com o PSD que também busca protagonismo. Ainda busca um apoio improvável do Novo e do prefeito de Joinville Adriano Silva. Mas Jorginho sabe que tudo pode dar errado e cada um sair para o seu caminho. Com Kennedy no jogo, o governador tem um nome na maior cidade do Estado para atrair um eleitorado que pode estar dividido com vários nomes ditos de direita.  

Kennedy entra e ex-prefeito de Araquari deve desistir da candidatura

Clenilton Pereira era nome certo na disputa em 2026, mas desistirá por motivos de saúde

Se Kennedy Nunes entra no jogo quem pode desistir da eleição em 2026 é o ex-prefeito de Araquari Clenilton Pereira (União Brasil). Ex-presidente da Federação Catarinense dos Municípios de Santa Catarina, o político alega problemas de saúde como um dos motivos para declinar da vaga à Assembleia Legislativa. Clenilton estava empenhado em pré-campanha para deputado estadual e a notícia correu rápido. Ele confirmou o desejo de desistir e deve anunciar nos próximos dias. O meio político de Araquari aponta o descontentamento com a administração do seu sucesso Gordo Jasper e há chance de voltar a disputar a prefeitura em 2028.

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