
Com recém completados 56 anos (fez aniversário no dia 16 de janeiro), Kennedy Nunes se colocou à disposição para a eleição de 2026. O político já veterano tem usado vídeos produzidos e sua facilidade na comunicação pra vender, e muito bem, o seu peixe. Entrou de cabeça no governo Jorginho Mello, comandando o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), onde liderou mudanças a pedido do governo. Em 2025 assumiu um dos cargos de maior visibilidade dentro da esfera de poder, a Casa Civil, e seu status mudou. Virou figura importante na articulação na Assembléia Legislativa onde tem facilidade de circular, pois foi por quatro mandatos consecutivos deputado estadual (2007 a 2022). É o homem de confiança do governador.
Neste início do ano surpreendeu ao dizer que é candidato. Candidato a alguma coisa. O que vier. E esse “o que vier eu topo” é mais um recado dado por Jorginho Mello para a região de Joinville.
Em vídeo no início deste ano, cheio de recados e texto bem pensado, Kennedy soltou nas redes sociais a frase: o desafio é minha energia.
Mudou discurso em 2026
Kennedy Nunes se coloca com uma peça estratégica. Nascido em Joinville, o político fez a sua carreira muito ligado a Assembléia de Deus, mas principalmente por sua facilidade de comunicação. Quase foi eleito prefeito de Joinville em 2012 ao perder a eleição no segundo turno para Udo Döhler. (MDB). Depois fez do meme “dá pra fazer” uma brincadeira que retoma no seu diálogo de forma humorada com o eleitor. Kennedy chegou a causar ciumeira entre colegas e deputados que já suspeitavam que ele poderia ser candidato. Sempre disse que não tinha interesse e suas redes sociais eram usada por um comunicador genuíno que é. Mas 2026 começou desfazendo esse discurso.
PL tem congestionamento de candidatos
Eu troquei mensagens com Kennedy e ele disse que falará com o Jorginho Mello e será uma carta na manga. Ou para vice-governador, cargo em que foi sondado em 2022, mas preferiu disputar o Senado, ou para ser suplente a Senador. Essa decisão coloca muitas dúvidas principalmente dentro o PL de Joinville. O cenário está congestionado. Para deputado estadual o partido do governador tem William Tonezi, vereador mais votado de Joinville, Maurício Peixer, que tenta reeleição, Fabi Venera, nome do deputado Sargento Lima, e Marilisa Boehm, vice-governadora que pretende se lançar à Assembleia.
Kennedy tornou-se nome de confiança
Na disputa para federal também o espaço é apertado. Zé Trovão vai para a reeleição com seu discurso nacional e bolsonarista e Sargento Lima deixa a reeleição de deputado estadual e disputa uma vaga para a Câmara Federal. Kennedy fica com poucas opções. Ao Senado a disputa no PL é acirrada com Carlos Bolsonaro e Caroline de Toni. Neste caso a chance é zero. Sobra ser vice ou suplente de senador. Jorginho tem essa carta na manga para jogar e Kennedy parece ser o nome perfeito, pois o governador enfim tem um nome na maior cidade do estado para chamar de seu.
Um nome de Joinville como alternativa a vice-governador
O governador Jorginho Mello se elegeu em chapa pura. Ele e a vice Marilisa Boehm, ambos do PL. Chegou a ser chamado pelos adversários jocosamente de “sozinho Mello”. Com a indecisão do ex-governador Carlos Moises de defender o bolsonarismo, Jorginho entrou forte na onda 22. Elegeu-se com uma enxurrada de votos e no segundo turno foi só pra ratificar uma vitória garantida contra o PT. Agora em 2026, com habilidade política tenta composições. Ofertou ao MDB a vaga de vice, porém flerta com o PSD que também busca protagonismo. Ainda busca um apoio improvável do Novo e do prefeito de Joinville Adriano Silva. Mas Jorginho sabe que tudo pode dar errado e cada um sair para o seu caminho. Com Kennedy no jogo, o governador tem um nome na maior cidade do Estado para atrair um eleitorado que pode estar dividido com vários nomes ditos de direita.
Kennedy entra e ex-prefeito de Araquari deve desistir da candidatura

Se Kennedy Nunes entra no jogo quem pode desistir da eleição em 2026 é o ex-prefeito de Araquari Clenilton Pereira (União Brasil). Ex-presidente da Federação Catarinense dos Municípios de Santa Catarina, o político alega problemas de saúde como um dos motivos para declinar da vaga à Assembleia Legislativa. Clenilton estava empenhado em pré-campanha para deputado estadual e a notícia correu rápido. Ele confirmou o desejo de desistir e deve anunciar nos próximos dias. O meio político de Araquari aponta o descontentamento com a administração do seu sucesso Gordo Jasper e há chance de voltar a disputar a prefeitura em 2028.






