O deputado estadual do PL, Ivan Naatz, divulgou um vídeo na manhã desta quarta-feira criticando a presença de lideranças do MDB no evento de renúncia do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, que aconteceu na noite de ontem. Ivan diz que o partido está com “um pé em cada canoa”, em referência ao fato de que uma parte da sigla defende aliança com Jorginho, e outra parte defende apoio a João Rodrigues. O deputado diz, ainda, que o MDB “precisa escolher um lado” e que os integrantes do PL “não podem bater palma” para quem está no palanque do adversário.
Ontem à noite, o presidente estadual do MDB, Carlos Chiodini, e o deputado estadual Tiago Zilli participaram do ato de renúncia de João Rodrigues. Quase ao mesmo tempo, outra ala do partido se reuniu, em Florianópolis, para discutir apoio a Jorginho Mello. Leia aqui.
Veja o que ele disse:
Ontem eu acompanhei o lançamento, a renúncia do prefeito João Rodrigues para ser candidato ao governador de Santa Catarina. E esse evento estava à turma do MDB. O MDB estava lá no evento. Muito bem. O MDB sempre foi parceiro aqui do governo nós mesmos, aqui na Seleção Legislativa, o MDB é nosso parceiro. Sempre foi parceiro desse governo, também foi parceiro do governo Moisés e foi parceiro do governo Lula. O MDB sempre é parceiro do governo. E tudo bem. A gente reconhece que o MDB nos ajudou a construir esse estado que está aqui. Isso é muito importante. Mas o MDB precisa escolher o lado. Eles têm secretarias no governo, têm diretorias do governo, têm espaços do governo e querem subir no palanque do nosso adversário. E nós, do PL, ficamos batendo palma para quem está no palanque do adversário? Não. O MDB não vai ficar com um pé em cada canoa. Se quiser ficar com um pé em cada canoa, vai ter que entregar os cargos que tem o governo de Santa Catarina. Tem que entregar os cargos que tem. Não quiser caminhar com o governador Joaquim Mello, nós do PL, entendemos que tem que entregar os cargos porque está dos dois lados da trincheira. Não dá. Então, o MDB precisa definir o que quer. E definir o que quer significa ou tá no governo, ou tá fora o governo. E as duas coisas acho que não combinam muito bem. O eleitor está muito mais atento hoje do que foi o passado.





