Depois de duas semanas de alta tensão na política catarinense, a segunda-feira de feriado na Ilha de Santa Catarina começou num ritmo menos agitado. Mas não muito. Vem que eu conto os detalhes.
Falta de provas
O pedido de impeachment protocolado no ano passado, contra o então delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, foi arquivado após não haver comprovação das acusações de improbidade administrativa. A representação foi feita por um ex-policial militar demitido no atual governo e tinha como objetivo o afastamento de Ulisses Gabriel da função de delegado-geral da Polícia Civil.
O caso chegou a tramitar na Alesc, mas terminou sem a instauração de qualquer processo contra o delegado. Conforme consta no site da Assembleia, “as denúncias apresentadas não foram confirmadas, reforçando a inexistência de irregularidades por parte do delegado”. À época, a convocação para que ele prestasse esclarecimentos foi aprovada na Comissão de Segurança, mas o procedimento não teve continuidade. Em manifestação pública, Ulisses Gabriel destacou que sempre confiou na apuração dos fatos e sustentou que o episódio teve motivação política. Com o arquivamento, o caso é considerado encerrado. Ulisses deixou a função de delegado-geral no começo de março, quando oficializou sua pré-candidatura a deputado estadual pelo PL, tendo sua filiação abonada pelo governador Jorginho Mello.
O pedido de João Rodrigues
O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), assim como Floripa, também comemorou aniversário nesta segunda-feira. Nas redes sociais, ele divulgou um vídeo em que aparece sendo cumprimentado pela equipe da prefeitura e pelo vice, Valmor Scolari, que lhe entrega um presente e diz: “oh, presente da turma”. João responde: “e o teu, cadê? Devia tá me agradando”. Valmor, então, diz: “na verdade, eu é que tô esperando o presente, vai que dá certo”. A brincadeira é uma referência à renúncia de João Rodrigues, que pretende disputar o governo, passando então a função de prefeito ao vice. Em seguida, ele se concentra, faz um pedido e apaga as velas do bolo de aniversário. Na sua opinião, o que o prefeito de Chapecó pediu de presente de aniversário?

MDB está de volta
Neste fim de semana, o deputado federal Valdir Cobalchini (MDB) decidiu acabar com o jejum do MDB, que ficou quase duas semanas sem divergir publicamente. Num evento em Caçador, ele declarou apoio à reeleição de Jorginho, mesmo que o partido ainda não tenha definido seu futuro oficialmente. Assista ao vídeo aqui. A fala de Cobalchini rodou o estado rapidamente, já que o Manda Brasa também considera, entre suas possibilidades, estar na chapa de João Rodrigues. Questionado por Upiara Boschi se o que disse era mesmo o que disse, Coba, como é chamado internamente no partido, reafirmou seu apoio ao governador.
Treta envolvendo um ex-emedebista e um quase ex, no PL de São José
A possível filiação do vice-prefeito Michel Schlemper ao PL, para disputar uma vaga na Alesc, esquentou a chapa do PL em São José. O vereador Alexandre Cidade, atualmente no PL, publicou um vídeo em seu perfil no Instagram, neste domingo, criticando a ida de Michel para o seu partido.
No texto, Alexandre diz que “mais um melancia se aproximando do PL às vésperas das eleições”. “Melancia” é um termo usado para se referir a lideranças políticas consideradas de esquerda (vermelho) por dentro e de direita (verde) por fora, por isso, a comparação com a fruta. A crítica ocorreu porque Michel disputou a última eleição pelo MDB, mesmo partido no qual o vereador Alexandre Cidade também foi eleito, em 2020. Naquela eleição, ele chegou a receber cerca de 10 mil reais de fundo eleitoral, oriundos da legenda, e que constam na prestação de contas de sua campanha. Ele deixou o MDB em abril de 2024, quando se filiou ao PL e se elegeu vereador. Recentemente, Michel Schlemper declarou apoio ao governador Jorginho Mello e deve disputar a eleição pelo PL.







