A chapa do PSD esquentou. A briga interna entre as duas alas pessedistas agora não é mais interna. Pega a pipoca e vem!
Briga no grupo do zap
Vamos começar do começo. A briga que aconteceu ontem no grupo do Whats do PSD estadual, e que foi exposta por pessoas que estão no grupo, não começou exatamente “ontem”. O stress já era antigo e teve seu ponto alto nesta quarta-feira, quando um dos integrantes enviou no grupo a matéria feita pela Sol Urrutia, em que Topázio garante que fica no PSD, mas que apoia Jorginho Mello para o governo.
Ao ler o texto, João Rodrigues reagiu e disse que “ou Topázio sai do partido, ou vou rever minha candidatura”. A reação de João é normal dentro do contexto atual, em que os prazos estão correndo e a pré-campanha está em curso. João não tem tempo a perder. Ainda nessa conversa no grupo, João deu um prazo para que o prefeito de Florianópolis deixe o partido: 17 de março, semana que vem. E colocou a responsabilidade de “resolver” isso, no colo da executiva estadual.
Júlio Garcia de um lado João, do outro
Semana passada publiquei na coluna sobre o encontro entre Júlio Garcia e Topázio Neto. Júlio quer que Topázio permaneça no partido. Agora, João quer que ele saia. Isso deixa exposta a divergência interna que já era de conhecimento nos bastidores quanto à disputa deste ano.
Júlio vinha fazendo gestos importantes ao governador, o que fazia parecer que poderiam estar juntos na eleição. Enquanto isso, João adotava a postura de oponente. A briga de ontem só evidenciou essa divergência.
Conversei hoje pela manhã com quem também acompanha essa disputa com olhos atentos. Internamente, a leitura é de que “João estava buscando um motivo para rever sua candidatura”. Por qual motivo?, perguntei. Ouvi que a dificuldade em apresentar uma chapa atrativa não aconteceu até o momento, fazendo com que o próprio João se sentisse em dúvida sobre a candidatura.


PP com Jorginho
O PP, cotado para compor com João Rodrigues, tem reunião marcada para a próxima segunda-feira para encaminhar o futuro do partido. A expectativa é de que devam anunciar oficialmente apoio a Jorginho.
Sinais?
Nesta quarta, João Rodrigues publicou um vídeo nas redes sociais falando sobre o escândalo do Banco Master. Na publicação, ele critica a atuação do Senado Federal e da Câmara dos Deputados e questiona os que não assinaram a CPI que quer investigar o caso. Seria um sinal de que João estaria ensaiando uma candidatura ao Senado ou à Câmara Federal? Lembrando que o ato de lançamento da pré-candidatura de João está marcado para dia 21, no outro sábado.
E como fica a candidatura do PSD ao governo?
Nesse momento, a avaliação é de que, caso seja preciso, o substituto de João Rodrigues para ocupar a vaga de pré-candidato ao governo seria Raimundo Colombo.
Por falar em divisão
Em Criciúma, o cenário não é diferente. Apesar de todas as tentativas públicas de disfarçar as aparências e negar as evidências, não foi possível convencer ninguém de que dois aliados também vivem dias de tensão. O atual prefeito, Vagner Espíndola, e o ex, Clésio Salvaro, não têm sido vistos em agendas conjuntas há algum tempo.
A divergência tem um motivo significativo. Vagner foi eleito com apoio de Clésio, que agora quer sua cadeira de volta. Em conversa com o Upiara, Clésio disse que espera que o atual o apoie na eleição de 2028, sugerindo que Vagner não busque a reeleição e lhe devolva a prefeitura. Leia aqui.
Em Criciúma, de tédio, ninguém morre.
A coluna volta segunda-feira.






