
O prefeito Topázio Neto (PSD) disse, nesta terça-feira (24) à noite, que ainda não há uma decisão sobre a retomada do restaurante popular na região central de Florianópolis. “Não sei se vamos reabrir. O que sei é que não vou deixar famílias em insegurança alimentar sem proteção da prefeitura. Agora, isso pode se dar de outra forma”, falou durante reunião da diretoria da Associação Empresarial de Florianópolis (Acif).
Ele pediu um levantamento preciso, junto aos 50 centros municipais de saúde, sobre quantas famílias estão em insegurança alimentar na capital catarinense. “Nós vamos, de alguma forma, tentar suprir essa insegurança, e não só na região central, sem a necessidade de ter um restaurante popular”, afirmou Topázio.
De acordo com o prefeito, o equipamento que funcionava na avenida Mauro Ramos não vinha atendendo ao objetivo de atender às famílias que precisavam fazer as refeições. “O restaurante foi tomado por moradores de rua. Nas 500 refeições fornecidas por dia no almoço, 400 eram moradores de rua. E fechamos porque o entorno começou a ter problemas. Como não têm nada para fazer, eles chegavam duas horas, esperando abrir, e ficavam causando confusão”, relatou.
Na prática, segundo Topázio, o restaurante servia apenas a algumas famílias do maciço do Morro da Cruz, “que cada vez foram se afastando mais à medida que os moradores de rua foram utilizando aquele equipamento para se alimentar”. Essa população que vive nas ruas está fazendo as refeições agora na passarela Nego Quirido.
Além disso, há uma questão burocrática envolvendo o imóvel da Mauro Ramos. O Instituto Federal de SC (IFSC) pediu a devolução da área, junto à SPU, para montar um laboratório.